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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O que se vê em Marte #37


Foi com alguma expectativa que finalmente vi o hype do momento! Slumdog Millionaire, do mesmo realizador de Trainspotting gerou em mim "high expectations". Com toda a controversia que tem crescido à volta do filme, principalmente junto da crítica especializada, e em oposição com demonstrações de afecto exacerbado junto do público em geral. Sinto-me um pouco dividida quanto a este filme.
Gosto da estética, da imagem, da montagem, do som, dos actores, gosto da história.
Mas depois começo a pensar no filme e acho-o...estratégico. E, pronto, ganhou o óscar. Ok!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O que se vê em Marte #35



Revolutionary Road




O que me ocorre sobre este filme?

Qual é a linha entre um sonho se concretizar e obdecer a uma realidade impositiva?
A fronteira entre o sonho e o capricho, mesmo a infantilidade...
Achei este filme muito...literário. É quase teatro. Depois de Diamantes de Sangue, continuo a achar que Leonardo Di Caprio se tornou actor. Bom, quanto a Kate Winslet, sempre o foi.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O que se vê em Marte #33



Um fim de semana chuvoso como o que passou convida a uns filmes e umas séries. Quanto a filmes vi:




The Curious Case of Benjamin Button





O primeiro apontamento que me ocorre sobre este filme é que nos vence pelo cansaço. Foi tão divulgado, é tão supostamente oscarizavel que qualquer um de nós parece pecador por não o ter visto ainda.

Cedi.

O segundo apontamento é que não gostei deste filme.

O conto de Scott Fitzgerald deve ser fantástico, original, bem escrito. Já li o Grande Gatsby, pelo que não dúvido. Isto para dizer que me agrada a ideia original. Mas esta adaptação é fria, arrastada, sem brilho. Mantem uma linha demasiado superficial para o propósito. A dimensão humana está de tal ordem ausente do próprio filme que julgo ser essa a grande falha aqui. E mais, não me admira que apesar de ter várias nomeações para os Óscares, Brad Pitt não seja uma das escolhas da Academia. Tenho dito.



Para contrapôr...
Vicky Cristina Barcelona





Quem me conhece sabe que sou há muito fã de Woody Allen, apesar dos últimos filmes, com excepção do sempre mencionado Match Point, serem um pouco mais fracos.

O excepcional em Woody Allen é ele estar sempre presente nos filmes; e haver, das mais variadas formas, um elemento de contemporaneidade absoluta e constante; elemento esse que nos leva a identificar-nos com a sua obra; eu pelo menos.
Vicky Cristina Barcelona leva-me a duas primeiras conclusões muito a quente. Scarlett Johansson fica tão bem com Woody Allen! E Espanha foi tão bem captada pelo realizador.
A trama segue uma linha curiosa de descoberta de nós próprios quando ansiosos por novas realidades vamos dar a um mesmo sítio, a nós. E Barcelona e Javier Bardem e Penélope Cruz "latinizam" o filme, digamos talvez que o "Europeízam", e isso traz tanto de estético quanto de conceptual.
Gostei bastante deste filme.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O que se vê em Marte #32


«A"Valsa com Bashir" é um dificílimo exercício na corda bamba que se desequilibra a espaços mas que ganha tensão à medida que as viagens e as conversas de Folman vão descobrindo até onde a sua memória foi reprimida, para nos deixar, no final, a fazer a pergunta que o próprio realizador se deve ter feito às tantas: como foi possível ter esquecido? O mais duro não é que Folman faça a pergunta: é a resposta que lhe dá.» Jorge Mourinha in Público

A estética do filme aliada à dura história que é retratada foi a combinação que mais me impressionou.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O que se vê em Marte #29 (dose quadrupla)

Com o fim da silly season (finalmente!) chegam os programas mui culturais, dos quais queria dar conta no blogue mas não tenho tido tempo. É engraçado que o tempo é uma constante presente, é uma pertença maleável; mas ultimamente tenho tido alguma dificuldade em malear o tempo à minha medida.



Doc Lisboa 2008 @ Culturgest e afins...

Como já vem sendo hábito, em Outubro o Mundo Inteiro cabe em Lisboa, este ano não tive disponibilidade para me dedicar ao Doc como habitualmente, vi essencialmente documentários sobre fotografia (Robert Frank, Conversations in Vermont & Raymond Depardon, Les Années Déclic) e um fabuloso documentário português sobre um movimento artístico de nome Homeostética, deixo-vos a sinopse: "Documentário sobre o movimento Homeostética, que surgiu em Lisboa nos anos 80 e foi constituído pelos artistas Fernando Brito, Ivo, Pedro Portugal, Pedro Proença, Manuel João Vieira e Xana. Utilizando o humor como estratégia de demarcação crítica, a Homeostética manteve sempre uma posição marginal de fortes influências Dadaistas e desenvolveu uma intensa produção que resultou em exposições, textos, manifestos, filmes, concertos e outras performances colectivas. Discretos nas suas realizações e desprezando olimpicamente a sua própria glorificação, os homeostéticos perderam em visibilidade externa o que vieram a ganhar em modo de existência. Para eles o sentido da vida encontrava-se na criação artística e a criação artística, por sua vez, permitia-lhes inventar novas possibilidades de vida."



Roisin Murphy @ Coliseu dos Recreios





Depois da toada explosiva no Optimus Alive em Julho passado, esperava um pouco mais deste concerto. Estou em crer que só ouvi realmente 3 músicas com atenção, uma vez que passei o resto do concerto a conversar. O ambiente convidou-nos. O resto da noite foi dada ao insólito, mas isso será tema para outros posts.



Bernardo Sassetti @ Jardim de Inverno São Luiz



Este sábado fui ver o Bernardo Sassetti ao São Luiz e foi uma experiência única. Ouvi o concerto de olhos fechados e apenas ouvi. Foi muito bom.


E para terminar uma semana cultural...



Porque não Paris?
Porque todos estremecemos perante momentos decisivos.
E agora porque não Lisboa? Afinal Lisboa mexe ao ritmo da Cultura e vou atrás porque sou apaixonada...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O que se vê em Marte #28


O verdadeiro ensaio à estupidez...americana. Acutilante, mordaz, de rir...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O que se vê em Marte #27


Eu vi um filme bonito. Não me lembro do nome. Mas o filme era bonito.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O que se vê em Marte #25



Caramel ou no original Sukkar Banat




O filme mais feminino que vi em 2008, sem dúvida. Cheio de pormenores e verdades acutilantes. O Líbano parece tao longe e no entanto temos tanto em comum, no fim, provavelmente temos todos mais em comum do que em divergência. Curioso saber que no Líbano há Católicos Apostólicos Romanos, estranha combinação.

A quem não viu aconselho vivamente.

terça-feira, 24 de junho de 2008

O que se vê em Marte #24

Cinema em casa. O que de interessante tenho visto nos últimos dias...







E depois há sempre, claro, uns filmes que não vale a pena referir, como no dia em que decidii dedicar-me a comédias românticas, pronto admito, eu não estava bem!

sábado, 3 de maio de 2008

O que se vê em Marte #19



Há muitas coisas que posso dizer sobre o que este filme me causou. Mas o mais importante é que gostei muito.
Tem tudo: uma realização fora do comum e brilhante, imagens da América vista por um Chinês. Tem a Norah Jones desajeitada mas bonita (que bem que fica na tela, mesmo), tem o Jude Law (há quem diga que é o elo mais fraco deste filme, mas não acho, acho-o bom actor e também fica bem na tela); tem Natalie Portman e até tem Chan Marshal (Cat Power) que dá um bi-contributo: a música e a sua presença.
Wong Kar Wai tem uma forma invulgar de relatar o comum e tudo isso me agrada.
Provavelmente prepara-se para ser filme de culto or am I wrong?
Vejam, opinem!

Uma notazinha para a tristeza da tradução portuguesa: O Sabor do Amor.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O que se vê em Marte #17



We own the night. Bom filme, a começar pelo título e a terminar na excelente interpretação de Joaquim Phoenix.

quarta-feira, 26 de março de 2008

O que se vê em Marte #13


Um filme é tão bom quanto o nível de distância que tenho de uma história. Apesar do contrário não ser verdade. Posso dizer que gosto de aprender com os filmes. Persépolis é valioso por muitas razões. Uma delas tem a ver com o eterno e discutido papel da mulher das sociedades não ocidentais, mais especificamente, nestes países onde a predominância de uma sociedade masculina é tão evidente quanto é o uso do véu em sinal de um suposto respeito. Persépolis é um filme comovente sobre uma realidade que me está tão distante e que ao mesmo tempo me interessa tanto.
Os críticos dizem que foi inesperadamente nomeado para os Óscares, ganhou no Festival de Cannes. Eu não diria inesperado. É tão soberbo que não poderia fugir ao mais mainstream dos prémios cinematográficos. É isso que o distingue de todos os outros.

domingo, 16 de março de 2008

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O que se vê em Marte #11


Vamos por isto em termos muito simples: este foi o melhor filme que vi no cinema nos últimos tempos. Ok tenho ido pouco ao cinema. Mas o filme é muito bom. Mesmo.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O que se vê em Marte #10


Apesar de não ter uma especial aptência para musicais, com excepção de All That Jazz e talvez o Chicago, gosto muito dos filmes do Tim Burton. Ora, é mais forte gostar do Tim Burton do que a minha antipatia por musicais.
Ontem vi Sweeney Todd, o terrível barbeiro de Fleet Street. Gostei dos elementos timburtianos, da Londres decadente e industrial, bem fotografada, bem encenada. Serve o propósito.
Mas por mais esforço que faça não sou capaz de gostar do elemento musical do filme, é demasiado impositivo, as vozes não colam com a música. Esperava mais inovação timburtiana do que um Sweeney Todd previsível como este. É maior a tristeza por não gostar de um filme deste senhor. A sério que é.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O que se vê em Marte #9 - Allen, Woody Allen




Há qualquer coisa de inevitável entre mim e o Woody Allen, ou melhor, entre mim e os filmes dele. Acabo sempre por vê-los e se a memória não me falha, julgo que nos últimos 10 anos não falhei nenhum. Tenho em crer que Match Point foi o ponto alto nas suas últimas incursões cinematográficas; essas, recheados de mediania e ao mesmo tempo de elementos comuns, muito woodyalleanos, que afinal são a mais valia da trama, da forma como é contada e construída. Um filme de Woody Allen é um filme de Woody Allen, não há dúvidas.
Ontem vi O Sonho de Cassandra e apesar de ter gostado do filme, não consigo classificá-lo para lá da mediania. Uma mediania a que já estamos habituados, com excepção do intenso Match Point, como não me canso de referir.
O que me agrada, já que a interpretação é falível, já que afinal Londres não sobressai tanto como em Scoop ou Match Point, é ver que a impressão digital do realizador está lá: nos planos, no casamento da música com as cenas; e por fim, em alusões aos clássicos da literatura com pequenos pormenores deliciosos. Está tudo lá. É por isso que continuo a ver os filmes deste senhor, porque apesar de não trazerem nada de novo, a verdade é que ele continua a saber o que faz e a fazer de uma forma subtil, que me agrada. Nunca mais teremos um Match Point, mas também nunca mais tivemos um Manhattan, ou Ana e Suas Irmãs. Mas continuamos a ter Woody Allen. Ele mesmo.




quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O que se vê em Marte #8




Freedom Writers é um filme do início deste ano, muito parecido com o filme Dangerous Minds de 1995. É uma história baseada em factos reais, sobre uma professora que ao abraçar a sua profissão cumpre mais que a meta de ensinar, consegue seduzir os alunos a querem uma educação, uma instrução. Gostei deste filme não só porque percebo e sei que há professores capazes de seduzir os alunos, independentemente daquilo que ensinam; como muitas vezes as diferenças raciais e os desentendimentos que delas advêm são fruto de mal entendidos. E tantas vezes no meio dos conflitos que existem, há muito mais em comum entre as pessoas do que a diferença do tom de pele. Porque é mesmo verdade, nós somos mais comuns do que pensamos.

domingo, 18 de novembro de 2007

O que se vê em Marte #7



No cenário urbano-depressivo de Manchester, Ian Curtis vive no limbo entre a banalidade e a procura por fazer o que o satisfaça. É assim que começa Control, Ian fuma um cigarro e ouve Ziggy Stardust, o álbum de 1972 de David Bowie. Com uma série de referências musicais, para além de Bowie, Jim Morrison, Sex Pistols, Iggy Pop, Buzzcocks ou Echo and the Bunnyman, Control fala mais de Ian Curtis, do que de Joy Division, uma das bandas que despoletou a cena de Manchester. É a era pós-punk, à qual sem saber, Curtis pertence.

O filme é descarnado, como já vi escrito. É fotográfico, coerente com o próprio fotógrafo e realizador de video clips Anton Corbijn, que em entrevista ao Ipisilon diz não perceber muito de cinema. O filme é Inglaterra late 70’s, earley 80’s, ainda que sem referências, sem imagens de tv, sem Margaret Tatcher, sem os evidentes sinais de pobreza daquela época.
Mas é essencialmente Ian Curtis mais humano, que mito, relegando os planos dos mitos para os media, que os constroem e por vezes acabam, também, por destruí-los.


segunda-feira, 29 de outubro de 2007

O que se vê em Marte #6 - There's Something About Brando: Doc Lisboa [Le Finale]



Para terminar a incursão anual mais intensa no mundo documental, vi Manufacturing Dissent: Uncovering Michael Moore.
Sinceramente não me aqueceu nem me arrefeceu, com excepção de alguns pormenores.
Que o rapaz não se rege pelas regras mais claras para atingir os seus objectivos: mostrar a sua verdade, já nós sabiamos. A questão é que a forma como o documentário está construído não é muito clara para mim. Não gostei da estrutura e da lógica que a jornalista seguiu e, no fim, penso que afinal usa os mesmos meios que critica em Moore. Subverte os próprios conceitos do realizador para conseguir o seu documentário, o que seria, com certeza, o seu objectivo, mas não me convence.
À noite, tarde para quem trabalha, alguns resistentes espalhavam-se pela sala do S.Jorge (não foi só a minha infância que me iludiu, a sala é mesmo grande), para ver Brando.
Tenho um fraquinho pelo Marlon há alguns anos, pelo menos desde que li uma biografia não autorizada do rapaz (são as mais interessantes), por isso mesmo queria confirmar alguns pormenores. E ver Brando. Ver Brando não cansa.
O filme é demasiado longo, mesmo para quem gosta de Brando. Fala exaustivamente sobre a maior parte dos filmes, sobre o seu génio (o homem era um artista pá!), sobre o célebre "método", que inflenciou gerações de actores que hoje em dia continuam a prestar-lhe sincera homenagem. É impressionante ver John Turturro, Al Pacino, Johnny Depp, Jane Fonda, Robert Duvall, entre outros, falarem sobre Brando.
Faltaram uns fios que gostaria de ter visto explorados, como a importância que tiveram os seus primeiros anos em NY, nos quais o convívio com a intelectualidade judaica da época foi determinante na formação artística de Brando. A sua relação com o realizador Elia Kazan, com quem fez uma série de filmes. E os anos 60 na vida cinematográfica de Brando (só falam com alguma incidência da Revolta na Bounty, se não estou em erro).
Mesmo assim, saí muito satisfeita!


AN ACTOR IS AT MOST A POET AND AT LEAST AN ENTERTAINER
Marlon Brando