
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
O que se vê em Marte #25

segunda-feira, 25 de agosto de 2008
20 anos depois...
Uma das mais marcantes recordações de infância que tenho é, sem dúvida, o incêndio do Chiado. Provavelmente muito pouca gente com a minha idade se recordará da intempérie, mas eu, por viver perto da zona (Costa do Castelo) e por sempre ter tido uma relação estreita com a cidade, lembro-me da agonia que senti.O Chiado era lugar frequentado quase diariamente e a minha mãe trabalhava lá perto. Pelo que naquela manhã estranhámos o telefonema: "O Chiado está a arder!". Rumámos ao Castelo de S. Jorge onde já se reunia uma pequena multidão, munida de máquinas fotográficas e câmaras de filmar. Lembro-me de ver as labaredas e o fumo e tinha apenas 6 anos. Faz 20 anos.Hoje o Chiado é um espaço renovado e moderno, conseguiu recuperar da catástrofe e é lugar onde confluem culturas e diversidades. A renovação deixou orfã o resto da Baixa, onde se verifica urgente futuras decisões camarárias.Sempre que chego ao Chiado sinto-me Europeia, mas sinto também que ainda há muito por fazer por esta cidade. A ver se os decisores acordam para a vida!
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
...de se escrever #5
Dizia, emocionada, fiz anteontem 69 anos, a minha surpresa foi dupla, não só pela senhora aparentar 55, como por meu dia ser comum ao dela. Comuniquei-lhe curioso facto.
Ai menina, dizia, tão bonita, e fez quantos? E a forma sincera e cuidada como me deu os Parabéns foi a mais bonita de todas. De uma estranha, de uma pessoa a quem tinha pedido um café e um pastel de nata ainda esta manhã, passou a alguém com quem entabelei conversa da qual posso retirar tão puro significado.
Há dias assim. É preciso é abrirmos os olhos como diz o amigo P que presenciou o que se passou.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Estado de Marte #6
Modo FÉRIAS. Vou para o Festival do Sudoeste, ouvir muita música boa, outra menos boa e como sempre, ter algumas surpresas musicais.
Depois vou passar uma semaninha na costa alenteja com muita praia e sol.
Trarei novidades na volta.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Fotos de Marte
Aqui como um dos melhores bolos de chocloate de Lisboa. É tão diferente e saboro... incrivelmente delicioso!
terça-feira, 29 de julho de 2008
Estado de Marte #5
Eu cá divirto-me. Vou ser "tia"!
domingo, 27 de julho de 2008
O que se vê em Marte #28
Kings of Convenience @ Cidadela de Cascais 24.07
"Ouvir os Kings of Convinience em disco ou vê-los ao vivo é a mesma coisa e outra completamente diferente ao mesmo tempo. O paradoxo apenas existe para quem ainda não assistiu a um concerto do duo norueguês (assumindo-se cartesianamente que já ouviu os seus dois álbuns, claro). Para quem esteve na Cidadela de Cascais, porém, a antonímia da ambivalência esvai-se assim que nasce. Porque foi o que aconteceu no sétimo concerto do Cool Jazz Fest; que está de volta este fim-de-semana.
Ouviu-se a música suave que a calma das duas guitarras e a tranquilidade das vozes de Erlend Oye e Eirik Glambek transmitem ao longo de «Quiet Is the New Loud» e «Riot on an Empty Street» e, também, o tom ligeiramente mais mexido (pouco mais ligeiramente) do que será o terceiro álbum de originais. E essa suavidade nunca deixou de estar presente. Mas houve um contraponto. Da mesma forma que Glambek tem preponderância na condução das músicas, Oye domina as atenções no palco - e não é só a cabeleira ruiva que já se intromete com os óculos imagem de marca.
«Cayman Islands», «Love Is No Big Truth» ou «I Don't Know What I Can Save You From» já tinham exibido a primeira tendência. O primeiro imprevisto trouxe a segunda. O bom humor é comum a ambos, mas a demora em chegar o capo para a guitarra lançou Oye para uma performance além da música. «Singing Softly to Me» foi obrigada a anteceder «Homesick», mas mudar o alinhamento na hora não foi algo que embaraçasse. Pelo contrário, foi tão-só um preliminar do improviso a que Glambek e Oye recorreram de forma assinalável, com o ruivo deles como centro.
Um «Corcovado» genuíno e outro surreal
Mais três novas canções e os dois instrumentos de cordas passaram a quatro - e as aparições pontuais do piano deixariam também depois de ser a excepção. Às guitarras dos dois reis juntaram-se um contrabaixo e um violino como suporte e «Stay Out of Trouble» deu início ao primeiro show improvisado de mouth trumpet de Erlend Oye - agora o contraste vincado com as cordas, mas ainda apenas outro prenúncio.
Nova série de novidades terminou abruptamente com a guitarra de Oye estragada tal foi o reconhecido entusiasmo de batuques que escaqueiraram o microfone. Novo (re)alinhamento, pois não havia outra guitarra e o trompete humano foi ganhando dimensão sonora e... coreográfica. Mas foi «I'd Rather Dance With You» que trouxe o melhor improviso, desta vez ao piano, quando a falta de segunda guitarra já tinha deixado o plano das inconveniências.
A grande surpresa de Eirik Glambek ficou guardada para o encore. Sozinho, mesmo que não o tenha ficado muito tempo - voltou ao palco para ter o som da sua guitarra como único acompanhamento da voz com que cantou em português «Corcovado» de Tom Jobim. E nem a aparição de Oye para o seu encore (não com o inglês da versão de Sinatra, mas com um último improviso que entrou no surreal poético) chegou para interromper a suavidade de novo depositada na forma última de «Misread»."
In Diário Digital
quinta-feira, 24 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Outros Planetas #1
Tenho estado a ler (já com algum atraso) o blog Até Onde Vais com 1000 Euros? Onde o Jorge e o Carlos contam (em tempo real) a sua viagem de bicicleta, com o objectivo de chegar a Dakar, mas apenas com 1000 euros. Não saberemos se realmente chegaram (bem eu não sei que não gosto de começar as histórias pelo fim), mas o importante não é chegarem, é a forma como chegaram e as peripécias pelas quais passaram. Tem vídeos e histórias muito cómicas, aconselho vivamente.
mini-post #9
Mistério da vida...
Quem passar no Largo Conde Barão (Santos), como eu passo todos os dias, principalmente à hora do almoço, vai reparar que em frente à farmácia está sempre estacionado um carro, na esquina, de porta traseira aberta. Sozinho, sem dono por perto, sempre no mesmo lugar, sempre de porta aberta. Nunca vi ninguém perto daquele carro, nunca o vi em movimento. Vejo-o sim todos os dias de porta aberta. É um mistério.
terça-feira, 22 de julho de 2008
O que se vê em Marte #27
Para quem gosta de aproveitar a so called silly season sem ser na praia, há vários programas citadinos como opção.
Sendo que temos o CCB Fora de Si, o Jazz no Rossio, o Pleno Out Jazz, ou mesmo o Jazz na Gulbenkian (que só começa em Agosto). Sigam os links para ver as respectivas programações.
Este Domingo decidi ir ao Anfiteatro Keil do Amaral ouvir Jazz sentada num puff. Acho que não havia melhor programa para relaxar. E recomendo vivamente!
domingo, 20 de julho de 2008
O que se vê em Marte #26
Leonard Cohen @ Passeio Marítimo de Algés
Numa palavra: sublime.
do Lat. sublime
adj. 2 gén., excelso; nobre, muito elevado (no sentido moral); perfeitíssimo; excelente; grandioso;
poderoso; majestoso; encantador; magnífico; esplêndido; s. m., o mais alto grau de perfeição; a perfeição do belo; o que há de mais elevado nos sentimentos, nas acções; aquilo que é sublime.
Lisboa preparou uma noite amena para receber o Senhor Leonard Cohen; a temperatura estava perfeita, como uma brisa muito suave, digna de uma noite com a de ontem, muito ao género português, que perante coisas muito sérias porta-se sempre muito bem.
O Senhor Leonard Cohen é figura de digno respeito, cujo lugar na História da Música do Século XX é inegável e para aqueles cuja existência gira muito à volta da música, como a minha, não poderiam perder um espetáculo destes.
A sua voz irrepreensível, a par da banda que o acompanha, ofereceram a um público maioritariamente adulto 2 horas e meia de extâse perante a presença de tamanho vulto musical. A limpidez do som - não tinha ouvido este ano tamanha perfeição e o alinhamento foram ingredientes para uma noite única.
Gostei muito de ver Leonard Cohen e orgulho-me de ter este Senhor no meu curriculum musical.
Como cheguei uns minutinhos atrasada, o concerto começou pontualmente às 9, perdi esta música, pelo que a relembro em vídeo.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Estado de Marte #3
Como dizem os espanhóis, volver. Não sei qual é a carga da volta e as implicações que essa mesma tem. Por vezes tenho a sensação que não devia voltar a lugar nenhum, para conservar as memórias que arquivei e saboreá-las sempre que me apetecer apenas relembrar. O pensamento é sempre um melhor a aliado, podemos controlá-lo. Ao invés da realidade que nos surpreende e não podemos controlá-la.
Mas afinal que piada tem o controlo? Talvez o inesperado seja aquilo que nos faz viver.
Já entrei em divagações.
Voltei e espero que a realidade me surpreenda, apesar de achar que esta realidade constituí a maior previsibilidade possível imaginária (eheheh).
As pessoas são previsíveis, os lugares são previsíveis. Tenho apenas que fazer um esforço para não ser previsível comigo.
As consesquências do "volver" sabê-las-ei daqui a uns meses.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
O que se vê em Marte #25

Optimus Alive - Passeio Marítimo de Algés
Posso afiançar com toda a certeza que vi dois dos melhores concertos que aconteceram este fim de semana para os lados de Oeiras/Alges. Roisin Murphy - que energia inesgotavel! E The Gossip, concerto que tinha falhado no ano passado no Super Bock Super Rock, com Beth Ditto à cabeça de uma banda cheia de energia; o dito evento musical acabou em apoteose com parte da audiência em cima do palco a cantar e dançar Standing in The Way of Control.
O Senhor Bob Dylan, apesar da sua importância na história da música, não me convenceu. Nunca gostei de sua voz, mas posso dizer que já vi Like a Rolling Stone ao vivo. O Senhor Neil Young ao que parece prestou um digno tributo à música, mas tive que abdicar pela tenda electrónica onde assisti aos concertos que referi em primeiro lugar.
No primeiro dia falhei, com enorme pena minha, The National e MGMT, mas outras oportunidades surgirão.
E para terminar o festival um concerto de Ben Harper.
Havia tanto para dizer sobre Ben Harper...mas não temos tempo.
Acho que há 10 anos o Ben Harper estava completamente em alta, num meio indie, pouco dado a multidões. De lembrar que deu um concerto se não estou em erro em 1995 na Aula Magna (o lugar dele) e 5 anos mais tarde no Coliseu. Com a entrada no novo século e Ben Harper na moda, na minha opinião, e sublinho, na minha opinião, entrou numa fase descendente, depois do álbum ao vivo que o tornou galactico.
Continua a ser um artista tremendo, profissional, grande músico. Mas a fórmula que me encantava há uma década continua a ser a mesma, pelo que abandonei o concerto ao final de meia hora. Já vi o senhor 3 vezes e esta quarta não traria nada de novo.
Apesar da poeira, o Optimus Alive está aí para ficar, fazendo concorrência feroz ao Super Bock, Super Rock.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
O que se ouve em Marte #11
Death Cab For Cuties - Soul Meets Body
E MGMT - Electric Feel que não consigo incorporar através do Youtube porque os artistas não querem que as pessoas comuns como eu ponham os seus vídeos nos seus blogues. Mas aqui fica o Myspace da Banda - MGMT
terça-feira, 24 de junho de 2008
O que se vê em Marte #24
Cinema em casa. O que de interessante tenho visto nos últimos dias...




E depois há sempre, claro, uns filmes que não vale a pena referir, como no dia em que decidii dedicar-me a comédias românticas, pronto admito, eu não estava bem!
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Faltou cumprir-se Portugal

Eu, que pesco muito pouco de futebol, apercebi-me ontem, e por me lembrar de outros jogos dramáticos que tivemos no passado, o meu comportamento perante um jogo de tensão: concentração e silêncio. Enquanto vozes se levantavam à minha volta, indignadas com o desempenho da equipa nacional, eu aguardava concentrada e em silêncio, com esperança que o resultado virasse, como aliás aconteceu em competições anteriores.
O resultado não virou e a Selecção Nacional confirmou o seu estatudo de equipa de esperanças, a equipa do "quase". O mérito de Scolari em unir os portugueses à volta da sua equipa, pode também ser considerado como uma fraude, uma vez que, depositadas tantas expectativas na equipa maravilha, no final nada nunca se cumpre e ficamos sempre com um sabor amargo. Enfim...
Como diz Ronalda, essa célebre figura da nossa praça, a vida segue para a frente!
quinta-feira, 19 de junho de 2008
O que se ouve em Marte #11
Discover Handsome Boy Modeling School!
quarta-feira, 18 de junho de 2008
mini-post #8
Todas as semanas recebo a newsletter Le Cool Magazine. Hoje gostei particularmente da foto inaugural e dessa forma a partilho.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
O que se ouve em Marte #10
O álbum pode ser ouvido aqui.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
O que se vê em Marte #23

Feist @ Aula Magna
Ontem, dia de jogo, dia de bloqueio (não se falava noutra coisa), dia quente, foi também, e principalmente, dia de concerto, há muito aguardado. A Aula Magna que rebentava pelas costuras, com a temperatura elevada - suspeitas de ausência de ar condicionado, recebeu Leslie Feist.
Com três álbuns de originais e um de remisturas, suspeito que os ouvintes tugas têm na ponta da língua (e das palmas também) os fantásticos The Reminder e Let it Die, recheados de canções saborosas, simples e tão cheias de tudo.
Apetece-me arriscar dizer que foi um dos melhores concertos da temporada, depois das elevadas expectativas com Portishead e Cat Power, apesar de todos incomparaveis entre si, este foi aquele que realmente me encheu as medidas.
Também me apetece arriscar que este será um concerto recordado por aqueles que lá estiveram como especial, único, tão simples e bonito.
Não sou grande fã da Aula Magna como sala, mas ontem fui. Foi a sala aproriada, o público a apropriado para uma Feist estupenda, profissional, explosiva, intíma, enfim... quem lá esteve sabe do que falo!
Foi o concerto certo no momento certo, cheio de pormenores de encher o olho e o ouvido. E no fim até cantámos o malhão, malhão para a cunhada de Leslie Feist, luso-canadiana, que à distância de um telefonema ouvia o público português em extâse com a simplicidade e o sentido de humor desta cantora.
Nota musical: estavam presentes na Aula Magna pessoas importantes do panorama musical português tais como, Mazgani, um elemento dos Dead Combo e até David Fonseca.
Foto tirada do Blitz, onde se pode ler uma crítica bastante boa.
E aqui fica o vídeo de Inside & Out, para quem não conhece :)
terça-feira, 10 de junho de 2008
Febres - várias partes
Os últimos dias têm sido febris, não só pelo calor que se tem feito sentir, dando evidência ao novo clima que o aquecimento global nos proporciona nos dias de hoje, com a relação estreita entre Verão e Inverno; mas também com o bloqueio dos camionistas, o Campeonato Europeu, ou mesmo as declarações do nosso Presidente da República. Ora vamos por partes.
I parte: em relação ao clima nada me apraz proferir, uma vez que de joelho imobilizado, incapacitada de usufruir da minha mobilidade, não posso aproveitar o sol e veraneios anexos a ele.
II parte: no que ao bloqueio dos camionistas diz respeito eu cá só digo wait and see, com uma morte nesta história que ira figurar numa reportagem dos Perdidos & Achados daqui a uns anos, suspeito que dias quentes se aproximam, dado a gravidade que o bloqueio está assumir, afectando variados sectores que ao quotidiano de todos nós diz respeito.
III parte: a febre do euro tem contornos curiosos; se por um lado o futebol é o único factor realmente mobilizador do povo português o que se traduz num povo triste, patético, atrasado, pouco criativo (ou nada mesmo) e sem quaisquer outros elos; por outro acho que nos devemos congratular por haver qualquer coisa que nos una, que nos mobilize. Percebe-se provavelmente que me sinto dividida. De qualquer forma eu vibro por Portugal como provavelmente não vibro pelo meu clube. A razão não a encontro, mas sozinha não me sinto.
Hoje vi uma conferência de imprensa da selecção, onde falaram jogadores e respectivo seleccionador. Gosto de Scolari por ele ter um discurso que não se identifica com o "futubolmente" correcto. Quando se aborrece com um jornalista, aborrece; quando não gosta de uma pergunta, contesta. É autêntico e isso confere-lhe um certo mérito (cá do meu ponto de vista). Já os futebolistas, apesar de terem aprendido o Presente do Conjuntivo, não conseguem alinhar três ou quatro palavras que não sejam completamente previsíveis e que na verdade não acrescentem nada de novo. Ouvir um jogador de futebol falar é tão enfadonho e sonolento, todos gostam do mister, todos querem um lugar na equipa e estão a trabalhar para isso, todos acham que o Cristiano Ronaldo pode arriscar ou apostar na continuidade. O "futubolmente" correcto é deveras chato. Se bem que prefiro que eles sejam alternativos e criativos em capo. Enfim não se pode pedir tudo.
IV e última parte: Aníbal Cavaco Silva, legítimo e eleito Presidente da República, referiu-se ao dia de hoje, como o dia da raça. Onde estaria com a cabeça, questionei-me. O senhor Luís de Camões deve ter dado umas voltinhas lá no sítio onde está, por ter sido desconsiderado. Apesar de terem sido segundos até o Senhor Silva se ter apercebido que não devia de todo ter dito o que disse.
sábado, 7 de junho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Estado de Marte...#2
Ups...
Não é essa a intenção! E agora?
quarta-feira, 4 de junho de 2008
O que se ouve em Marte #9
Alanis Morissette - Jagged Litlle Pill, 1995
Decidi ouvir o Jagged Litlle Pill, terceiro álbum desta singer-songwriter, mas o primeiro que alcançou a projecção planetária, com 30 milhões de cópias vendidas.
Em 1995 estava no boring 8º ano e sei que ouvi até à exaustão este álbum. Na altura era assim, hoje como é mais fácil ouvir música através da internet, penso que é diferente.
Piada tem quando um álbum resiste ao passar dos anos, acho que é essa uma das provas da sua qualidade. Este álbum está recheado de óptimas canções, bem escritas e é tão actual hoje como o foi há 13 anos. De se ouvir.
Myspace: Alanis Morissette
terça-feira, 3 de junho de 2008
Um vídeo por dia...#16
Atenção: A leitura do post não dispensa o visionamento deste vídeo. Meaning: VER VÍDEO.
Questionei-me sobre o conceito de loucura e por isso mesmo decidi incluir este vídeo no post. Da mesma fora que Maria Amélia vês as torres do técnico a andar, alegando que não está maluca, hoje no referido Hospital ouvi o longo discurso de um senhor que se plantou à porta de um gabinete de ortopedia.
Curioso é verificar que estas pessoas clamam sempre não sofrerem do famoso mal psicológico, a loucura.
A situação não me parece anormal, o senhor, cansado de esperar, sentado na cadeira de rodas, reclamava que fosse observado pela Doutora X e o Doutor Y, a fim desses mesmos senhores assumirem a responsabilidade pela medicação que havia sido prescrita. Até aqui tudo bem. Eu mesma reclamei no Hospital, reclamar é o acto pão nosso de cada dia. Os serviços são maus.
A situação tornou-se intensa quando, uma vez reunida uma audiência, que ouvia atentamente todo o discurso daquele político de bairro, a sua voz se elevou e começou a descrever o que tinha feito. Nada mais nada menos do que partir uma bengala na cabeça de um segurança.
Foi aí que não consegui resistir. E ri-me, pronto, confesso.
"Parti uma bengala na cabeça de um segurança, mas eu não estou maluco", dizia, irado. "Eu estou a ouvir a sua conversa aí dentro e não posso ser observado, eu tenho que ser assistido, eu não estou maluco", "Eu desmaiei no taxi, eu não estou maluco".
Claramente perturbado, e uma vez que estava a dar espectaculo para português ver, o senhor foi levado para onde não sei.
Comuniquei com um amigo que trabalha nesse mesmo hospital. Fui prontamente informada que o mesmo senhor é considerado um habitué no local, plantando-se na porta principal em sinal de protesto, fazendo greve de fome, entre outras acções de reinvindicação. Mas ainda tive que ouvir o seguinte: "Tiveste sorte que ele não se despiu!"; soube ainda que o senhor se barricou na casa de banho e chamou a comunicação social.
domingo, 1 de junho de 2008
Eis a razão
É por isto e algumas coisas mais que não gosto do Rock in Rio. Não me identifico com o cartaz, com excepção da decadente Amy Winehouse. Poderíamos ter este cartaz há 5 anos que continuaria a não ser novidade (ah! e os Tokio Hotel). Não é que ache que a música deva sempre ser novidade. Mas o Rock in Rio não traz nada de novo, aposta numa fórmula familiar, onde a música não é o pano de fundo, mas o entretenimento a todo o custo. E eu sou daquelas pessoas que quando vou a um concerto, quero é ouvir música.
Nota: Bem sabem vocês que fiquei até à última com esperança de arranjar um bilhete para ver a Amy, sim porque eu não dou 53 euros "por um mundo melhor", não o arranjei. Não poderia ir ver tal é a minha invalidez actual, mas ainda bem que não arranjei bilhete, se visse a Amy ao vivo como vi na TV acho que chorava.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
De se ler...

Esta tarde, depois de ter assistido ao Portugal no seu melhor numa bomba de gasolina, decidi que tinha um óptimo tema para o blogue, e como tal, era só chegar a casa e alinhar as palavras. Pior é que a chegada a casa ainda demorou umas horas, tendo um hospital como o maior empecilho para a conclusão do meu dia.
Caí no ginásio, curiosamente não foi a fazer exercício, mas a vestir-me. Escorreguei. Queda que poderia ser motivo de risota, caso não tivesse sido tão aparatosa. Em poucas palavras, o meu pé foi para um lado, o joelho para outro. Minutos depois de estar no chão senti o joelho a ir ao lugar.
Nestas coisas há sempre motivos de piada, claro. Tal como 60% das pessoas, neste caso, mulheres, estarem nuas a socorrem-me, fazendo elas próprias uma piada sobre isso. E uma vez chamado o INEM, vestiram-se à pressa não fossem os senhores entrar por ali a dentro. Piada!
Depois ter ingerido uns 4 pacotes de açucar continuava a sentir-me quase inconsciente, mas mantive sempre a postura, não chorei, e ainda consegui gozar com o senhor do INEM, que tinha uma dificuldade estranha em completar as palavras.
Na ambulância o trepidar da Rua de Pedroços até ao Hospital São Francisco Xavier criou-me o maior desconforto no joelho possível imaginário.
A aventura começa claro, no hospital. E essa sim, digna de nota.
Sair de uma ambulância é realmente qualquer coisa que se deve recordar para todo sempre, como se estivesse no pódios dos eleitos para a mulher do dia no hospital; desiludiram-se os mirones, que não havia sangue.
Não sei de onde vem a minha aversão a hospitais, acho que deve ser comum a muitas pessoas, mas sinto um tal desconforto num hospital que tudo me impressiona. É claro que não poderia visitar tão agradável recinto sem ter direito a tudo, desde um senhor com um enfarte, a uma criança com uma fractura exposta, até a uma médica a dar a notícia a uma senhora expectante e muito emocionada, que o marido tinha tido não só um avc, como uma grave infecção urinária.
E eu estava ali na maca só por causa do joelho.
O raio-x demorou a eternidade de meia hora, e a consulta com o médico que era giro que se farta outra meia hora, enquanto esperava tirei a fotografia que ilustra o post. As dores eram tantas, tantas que o médico decidiu fazer a conversa que todos os médicos fazem para entreterem os doentes. Disse, cheio de piada, então Martini, tem 25 anos o que faz?
A minha hesitação resultou na sua insistência.
Pensou ele que a ausência da minha resposta se devia ao facto de estar a agonizar de dores por me estarem a enfaixar a perna.
Mas não, é que quando me perguntam a profissão tenho certas hesitações e acabo sempre por dizer a minha licenciatura, que não dá direito a profissão. E ele a pensar que tinha ali mais uma fiteira!
Agora recolho-me e vou curtir estas dores.
E hei-de escrever o portugal no seu melhor!
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Desafio




6 palavras que me definem:
feminino; música; imagem; mau feitio; palavras; (um bocadinho previsível, não?)
e agora 4 imagens: que surgem em cima; gostaria de ter feito outra composição, mas está complexa a minha relação com os programas de edição de imagem, hoje.
Passo este desafio à I, ao Fred, à Mo (que não o vai fazer) e finalmente, ao Teixeira
terça-feira, 27 de maio de 2008
O que se vê em Marte #22

Há muito tempo que esperava pelo momento de ver esta senhora subir ao palco do Coliseu dos Recreios.
Gostei muito deste concerto, muito intímo. Acho que o Coliseu foi uma sala grande demais para a voz desta senhora que me lembra espaços pequenos e introspectivos.
Que voz. Que presença!
Foto do Blitz (onde tem uma crítica muito boa)
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Imagens (literalmente) de Marte #4

«A NASA acaba de revelar novas e surpreendentes imagens de Marte, captadas com o recurso a potentes instrumentos científicos, nomeadamente o sistema High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) existente na Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). A missão está a revelar alguns dos mais excitantes pormenores da geografia do planeta Vermelho, que podem ajudar a desvendar o passado remoto do planeta e a possível existência de água.
Segundo os peritos do Jet Propulsion Laboratory da NASA, a análise das imagens recolhidas permite equacionar a existência de camadas de depósitos de gelo e pó, indiciando mesmo «variações dinâmicas do clima» no planeta, explicou um dos cientistas da agência espacial norte-americana, Scott Murchie.
Citado pela Reuters, outro dos investigadores envolvidos na missão, Richard Zurek, confidenciou que só agora «estamos a ver a nova Marte» , de tal forma que, recorrendo aos poderosos instrumentos científicos existentes na MRO, é possível comparar com «igual ou maior exactidão» a informação sobre o planeta Vermelho do que se «estivéssemos a sobrevoar a Terra num avião comercial» , sublinhou.
A MRO foi lançada para o espaço em 2005 e desde então tem desenvolvido um trabalho precioso a mapear a superfície de Marte, monitorizar a atmosfera e procurar qualquer evidência sobre a existência de gelo e água. A sonda está igualmente a analisar os melhores locais para a aterragem de uma futura missão que levará o primeiro Homem àquele planeta
Entre o dia 29 de Setembro até 6 de Outubro, os instrumentos científicos da sonda «localizaram dezenas de locais que reflectem diferentes episódios da história de Marte» . É possível que nos próximos dias sejam reveladas novas imagens de Marte como nunca antes foi visto.»
Fonte: Mundo PT
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Vizinhos: uma espécie em vias de extinção
quarta-feira, 21 de maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
A minha avó
Há dias, com outros netos, falava de viagens e dos lugares fantásticos onde esteve, onde nós provavelmente nunca iremos. Por ocasião de ter uma filha e um genro em Nova Iorque remata a conversa dizendo: "Mas naquele continente nunca estive". A nossa indignação foi tanta que começámos a enumerar as prendas que na altura nos trouxe, os museus que visitou e dos quais falava com tanta admiração. Os netos acotovelavam-se na busca de memórias "A Vó foi com a T e esteve em casa dos filhos da T", "Foi ao Metropolitam e ao Guggenheim!". Não se lembra.
Esta manhã fui com a senhora minha avó ao banco, porque tem tantos números para decorar que se esqueceu do pin de um dos cartões de multibando. Diz que tem o pin do telemovel, o pin do cartão deste banco e do outro e que não tem cabeça para tudo. Já no banco veio dizer-me que tinha mais um cartão estragado, a máquina dizia que estava inválido. Fui entender a situação e percebi que aquela caixa era para cartões exclusivos do BPI e expliquei-lhe.
A minha avó, uma professora rígida e cosmopolita para aquela época, deve achar que o mundo lhe ganhou a corrida e é tudo tão confuso que não entende as coisas. Sinto-a alheada e comprometida com o fim que secretamente aguarda com a esperança que venha rápido, indolor.
Ainda assim, continua a ter aquela postura impenetrável e apesar do alheamento ainda me surpreende. E depois do cartão, depois de andar muito até à caixa do supermecado e até ao carro pergunta-me se estou bem disposta. Respondo-lhe que sim. "Ah pareces-me triste hoje".
O que se vê em Marte #21
Durante um fim-de-semana de Junho, desde há 30 anos, a localidade de Glastonbury é palco da maior concentração de excentricidade e boa música do mundo.
Olhar para um Festival fora de portas e pensar nos Festivais que se realizam por estas bandas é comparar o incomparavel. Todos os Festivais em Portugal têm uma grande máquina de marketing por trás, que os move e os arranca do mundo exclusivo ao qual eles deviam pertencer, a música. Em Glastonbury não se vêem marcas. Vê-se música e pessoas que queres passar um bom fim-de-semana. É bom ver estas coisas para abrir os olhos!
sábado, 17 de maio de 2008
mini-post #7 [ou incongruências da última semana]
Ando parva com o novo anúncio a esse fantástico festival Rock in Rio. Então não é que tem uma música dos Cinematic Orchestra? Banda que obviamente não estará presente para os lados da Bela vista. Fazer um anúncio a este festival com uma música desta banda faz tanto sentido quanto por uma música Jazz a anunciar um Festival de Música Pimba na Lourinhã.
PS: eu não queria dizer nada, mas é possível que vá ao Rock in Rio espreitar a Amy Winehouse, se ela estiver em condições de actuar, o que até ao dia terei as mais sérias dúvidas.
sábado, 10 de maio de 2008
Estado de Marte #1
Até lá.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O que se vê em Marte #20
Masurca Fogo - Pina Bausch @ CCB 7.05.
Este espectáculo foi criado há exactamente 10 anos em e para Lisboa. Não sei muito sobre a sua história, para além disto. Foi também utilizado no filme Habla con Ella de Pedro Almodovar.
O filme diz com o ínicio e o fim do espectáculo, ou seja ficam bem. Da mesma forma que diz com Lisboa. Os contrastes, o fado, com Alfredo Marceneiro e Amália e o jazz com KD Lang. Até tem para o ouvido mais incauto uma fantástica versão de Kraftwerk - The Model.
A dança contemporânea parece-me sempre como um motor de busca, onde podemos encontrar definições soltas, de interpretação livre do mundo moderno.
Como qualquer outra expressão artística vejo a dança como mais interventiva e aberta a livres
definições.
Gostei de Masurca Fogo, não só porque gosto de Dança, mas porque gosto de Lisboa e de cinema e
música e tudo o resto.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
O que se ouve em Marte #8
Dead Combo - Putos a Roubar Maçãs, primeiro single do novo álbum Lusitânia Playboys. Ainda há quem diga que não se faz boa música em Portugal. Amanhã tocam no Lux às 22 horas.
Myspace da banda
sábado, 3 de maio de 2008
O que se vê em Marte #19
Tem tudo: uma realização fora do comum e brilhante, imagens da América vista por um Chinês. Tem a Norah Jones desajeitada mas bonita (que bem que fica na tela, mesmo), tem o Jude Law (há quem diga que é o elo mais fraco deste filme, mas não acho, acho-o bom actor e também fica bem na tela); tem Natalie Portman e até tem Chan Marshal (Cat Power) que dá um bi-contributo: a música e a sua presença.
Wong Kar Wai tem uma forma invulgar de relatar o comum e tudo isso me agrada.
Provavelmente prepara-se para ser filme de culto or am I wrong?
Vejam, opinem!
Uma notazinha para a tristeza da tradução portuguesa: O Sabor do Amor.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Da Liberdade...
Em primeiro lugar acho importante ter em mente a data 25 de Abril como única e celebrá-la eternamente, pelos anos, pelos dias e horas de estrangulamento, de perseguição e de tantas outras coisas que a Ditadura infligiu a este Portugal, que se fez um país obscuro, oco, periférico, provinciano; um país que tinha à cabeça um ditador que dizia de ânimo leve que aprender era perigoso, sendo o resultado desta mentalidade uma larga percentagem da população analfabeta ou com o 4º ano de escolaridade.
O que acontece em 2008 e que certamente se tornará uma tendência futuramente, é que o 25 de Abril está cada vez mais esquecido como uma data tão determinante na nossa História, sendo associado a qualquer coisa que já passou e os portugueses tem por hábito não mexer no passado.
Não sou saudosista ou tradicionalista, mas a importância desta data é tão grande quanto é mantermos a memória acesa perante os factos que, na minha opinião, são inegáveis. Acho que é preciso adoptar novas estratégias para que as gerações (como a minha), que não viveram o 25 de Abril, saibam valorizar essa data, sob pena de se tornar uma época tão distante quanto o é o 5 de Outubro de 1910.
Hoje em dia Portugal é quase outro país, aderimos à CEE, viajamos mais facilmente, há programas de mobilidade jovem que nos levam a conhecer a Europa e o Mundo, há 5 milhões de Portugueses a fazerem a sua vida fora de portas. Somos mais cosmopolitas, temos mais pessoas a ir para as Universidades.
Apesar de tudo temos uma sociedade civil fraquíssima, mas com 34 anos de Liberdade nem tudo chegou à maioridade, talvez quando chegarmos aos 40.
É sobre estas coisas que medito em Abril, o mês com sabor a Liberdade Primaveril que se quer Verão. Abril este mês de conquistas, uma conquista que nenhum de nós se pode esquecer. Porque a Liberdade é um bem tão essencial e tão caro.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
...de se escrever #3
Os amigos deviam ter uma espécie de impermeável que os protegesse contra mal-entendidos, argumentações sem sentido, acusações, entre outros ingredientes que fazem parte das discussões.
Em tempos ouvi, sem nunca mais ter olvidado, que os amigos não se zangam e, inexplicavelmente, tenho sempre presente essa quase máxima que me faz tanto sentido; sendo aliás um argumento poderoso quando penso se será realmente meu amigo aquele que para lá da amizade, defende um argumento, mesmo que isso nos magoe e nos deixe...zangados.
A conclusão é tão simples quanto o é a hierarquia das pessoas que ao coração nos falam, quanto mais perto estão do topo menos precisamos de adereços impermeáveis. Como se o chapéu de chuva fosse um mero acessório daqueles que julgam que a protecção é mais importante, sob pena de sofrer um ataque, em vez de um coração receptivo sem medo da chuva (que molha os parvos).
Este blog está a ficar muito pessoal. Preocupante.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
O que se ouve em Marte #7
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Sonhos de Marte #1
Esta noite tive um sonho digno da série Lost, e os mais atentos fãs desta série vao perceber o que digo.
Andava perdida entre praia e campo, entre um resort numa ilha paradisíaca e uma comunidade de terceiro mundo, com uma mochila às costas e a mala do meuportátil. Até aqui tudo relativamente normal, certo?
A questão é que depois de muitas peripécias, de encontrar pessoas e perdê-las, de entrar num carro e voltar a sair, encontro-me descalça e com um desconforto tremendo num dos pés. A certa altura apercebo-me que devo ter uma farpa qualquer enfiada no dito. Ora, quando vou a olhar o meu próprio membro inferior para conseguir andar confortavel novamente, vejo que a farpa no pé tem gravada uma palavra que sorri para mim em tons de verde muito fluorescente.
E qual era a palavra? LOST!
...de se escrever.
Acontece apetecer-me saltar para cima das teclas e desatar às palavras, do género, como se não houvesse amanhã. Mas afigura-se-me um exercício difícil porque tenho de pensar no que devo escrever, e de quando em vez, nada me ocorre.
Hoje penso de forma simples em organizar palavras à chuva e pensar em "consciência de língua". Tenho um artigo na Visão para ler sobre o acordo ortográfico; na tv ouço que é melhor não tomar aquele caminho, o "jornalista" diz-me "é um percurso que deve DE evitar"; na TSF o locutor fala que um fulano "entreteu-se" com não sei o quê; e ainda na tv a pseudo-jornalista das notícias dos famosos diz, sem o menor pingo de vergonha naquela cara, que se dúvidas "haviam" quanto à nova gravidez de Angelina Jolie deixaram de haver (qualquer dia é deixaram de "haverem" não?).
Eu cá não sei o que pensar about Acordo Ortográfico. Faz-me um bocado de comichão que os Portugueses nem saibam conjugar o verbo haver em condições. não têm consciência de língua, lá está, quanto mais receberem uma avalanche de alterações no seu mais precioso património.
Em última análise, o acordo ortográfico não muda grande coisa, os países lusófonos adaptaram à sua cultura e necessidades a língua mãe, e não se afigura que este acordo venha alterar o que quer que seja, já que a incompreensão que possa ocorrer não advém da grafia, mas da construção gramatical das sentences e dos termos próprios de cada país.
Há dias diziam-me que não posso ser tão “pé atado”, que o meu bisavô escrevia farmácia com ph. É quase a mesma coisa, vou passar a escrever "correto", "minissaia", "ator".
No fim, acho que há uma fronteira muito ténue entre ser old fashioned e querer preservar o património cultural. Uma fronteira muito ténue entre aceitar uma quase modernidade e achar que essa modernidade não faz muito sentido.
Mas atenção, ainda não li o artigo da Visão. Li outros.
domingo, 13 de abril de 2008
O que se vê em Marte #15
Vi Front Line, Lento para Quarteto de Cordas e a aguardada Cantata que é simplesmente fantástica.
Uma primeira parte intíma e intensa e uma segunda igualmente intensa mas mais explosiva. Saí sem palavras.
Infusão de Marte / mini-post#7
Ontem encontrei a infusão de Marte no SemSim Café (Bairro Alto).
Achei piada e, apesar de beber o habitual Vodka Maçãs, não pude deixar de registar a dita infusão que é de Marte.
Ingredientes: Ginseng, erva princípe, gengibre, poejo, sementes de cardamomo, sementes de funcho e mel.
Caso para pensar que proximamente irei ao encontro desta infusão, talvez num fim de tarde produtivo, who knows...
SemSim Café, Rua da Atalaia, nº 34, Bairro Alto
sábado, 12 de abril de 2008
quarta-feira, 9 de abril de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Coisas que se fazem quando se é um desempregado de sucesso em vias de extinção
Não queria. Que isto não vos afecte...
Um dos benefícios de ser um desempregado de sucesso é poder gerir o tempo ao sabor do que nos apetece. E o que me tem apetecido é ir andar na praia de manhã cedo, para chegar a casa à hora do almoço cheia de brisa marítima na cabeça (se é que isto faz sentido) e tomar uma saudavel refeição.
Desculpem lá qualquer coisinha, mas hoje soube mesmo bem.
É engraçado a quantidade de pessoas que deambulam pela praia em tempo útil de trabalho... muito engraçado.
...e esta noite entrego-me a devaneios, quem sabe ao sabor de um moscatel fresquinho para acompanhar este ritmo primaveril em que me sinto. Estaremos no mesmo cumprimento de onda?
É que sinto-me surfar uma onda interminável...
quinta-feira, 3 de abril de 2008
mini-post #6
Como se não bastasse o Sol para me fazer sorrir, agora tenho um Sr. Ministro também!
Que tristeza de país.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
segunda-feira, 31 de março de 2008
Geração youtube
Há uma série de coisas que me ocorrem para classificar esta situação, mas em primeiro lugar a minha estupefacção tem uma dimensão proporcional à importância que deram a este caso. E antes de pensarmos no que se passou ali, acho que temos de pensar porque é que aquilo se passou.
A proibição é sempre um território pantanoso, que dá azo a contestação. Lembro-me das ondas que se levantaram quando, há 8 anos, frequentando eu o 12º ano, foi proibido o uso do telemóvel, não apenas na sala de aula, mas na escola inteira, muitas vozes se levantaram. Em todo o caso sempre achei que deve haver uma margem de sensibilidade por parte do aluno e entender que há certas coisas que não são compatíveis com o ritmo habitual das aulas.
A ideia que me dá é que nesta escola no Porto não houve essa preocupação. Se a indignação daquela aluna é tão grande perante a atitude da professora, naturalmente o uso do telemóvel era normalizado na sala de aula; tanto seu, como dos colegas, que de barriga cheia, qual freak show, assistem a esta violência dirigida à professora. Pouco fazendo para evitar o confronto.
Por outro lado surpreende-me muito a atitude desta professora que mostra aqui ser o elo mais fraco de todo este triste enredo. Um professor não pode sucumbir à violência de um aluno e reduzir a sua atitude ao simples facto de estar a medir forças com uma pessoa que nem é maior de idade. Mas como fazer isto?
O conjunto de referências que tive ao longo da vida tem especial carinho pelos professores, que desempenham um papel crucial na nossa evolução em fases determinantes. Ora, essas mesmas referências ensinaram-me que o respeito coexiste alegremente com um ambiente saudável de transmissão de conhecimento. Obviamente conheci professores que nunca tiveram "pulso" nos alunos, faltava-lhes talvez o carisma, o ascendente, aquela aptidão especial para cativar. Mas questiono-me como pode uma professora, por menos ascendente que tenha perante os alunos, chegar a este ponto em que mede forças com uma aluna.
Por último ocorre-me dizer que a tecnologia tem os seus efeitos perversos, mas certamente não estaríamos a falar sobre este assunto se não fosse um telemóvel e um site de vídeos.
Gostava de saber se os alunos em causa aprenderam alguma lição com tudo isto. E gostava também de saber se os alunos deste país e desta mesma geração, que agora está em discussão, tiveram capacidade para reflectir sobre o que se passou e o que se passa actualmente nas escolas. Se esse vídeo servisse para isso, já tiraríamos qualquer coisa de positivo desta muito triste situação.
Um vídeo por dia...#15
Hoje apeteceu-me ouvir e mostrar a quem não conhece esta senhora. Lhasa de Sela é uma verdadeira cidadã do mundo, a provar pelo local onde nasceu, pelo sítio onde vive e pela nacionalidade dos pais.
Nunca percebi muito bem porquê mas esta música faz-me viajar.
sexta-feira, 28 de março de 2008
O que se vê em Marte #14 - O trip hop saíu à rua

Portishead 27.03 @ Coliseu dos Recreios
Para quem acha que o trip-hop foi um dos movimentos musicais mais importantes dos anos 90, este era de certeza um dos concertos mais aguardados do ano.
Com o novo álbum (ilegalmente) já no ouvido, um ouvido que se fez mais contemporâneo e menos agarrado à sonoridade dos 90, recebemos num Coliseu completamente esgotado a banda de Bristol.
A expectativa era tão completamente elevada que nem nos apercebemos que nada poderia superá-la e, na verdade, foi isso que aconteceu. Apesar de um bom concerto, uma Beth Gibbons irrepreensível, nada surpreendeu. E o que mais se fala é a falta de rodagem que a banda acusa, contrapondo o resultado muito positivo que as novas músicas têm ao vivo.
O público português teima em utilizar as palmas e os assobios ao mínimo esgar, ao primeiro acorde de um grande clássico. Cansativo. Bem como o uso do telemovel e máquinas fotográficas, como se o importante do concerto fosse o dia seguinte em que vai figurar um vídeo caseiro daquele momento especial no youtube.
Roads foi especial. Assim como Glory Box. Mas já se esperava.
O que mais me surpreendeu foi Beth Gibbons, confirmando ser a alma da banda. A sua voz, à qual nunca prestei grande reverência, mostrou-se singular e, apesar da sua frágil figura, a ideia que fica é que ela é tão forte e tão marcante.
Apesar de tudo gostei muito do concerto. A diferença é que é mais um para o curriculo e quando me perguntarem se fui a Portishead no Coliseu direi com naturalidade que sim. A diferença é que se tivesse sido arrebatador não me cansaria de o sublinhar.
quarta-feira, 26 de março de 2008
O que se vê em Marte #13
Os críticos dizem que foi inesperadamente nomeado para os Óscares, ganhou no Festival de Cannes. Eu não diria inesperado. É tão soberbo que não poderia fugir ao mais mainstream dos prémios cinematográficos. É isso que o distingue de todos os outros.
terça-feira, 18 de março de 2008
Crises de adolescência
Ainda sobre um grupo chamado Tokio Hotel que originou um mau começo de férias para muitos adolescentes deste Tugal, ocorreu-me o seguinte: ter 13 e 14 anos é mesmo tramado! Eles e elas choram pelo cancelamento do concerto. Eles e elas dormiram à porta do Pavilhão Atlântico para ficarem na primeira fila. Verdade seja dita que o cancelamento foi um bocado em cima da hora, literalmente. Quer-se dizer, a dita banda não agiu bem perante os seus fãs; a coisa até causou desmaios.
Ser adolescente é mesmo tramado, estas coisas fazem sofrer. Quando se gosta de uma banda é uma questão de dedicação sem limites.
Daqui a uns anos os fãs lacrimejantes serão assunto do programa Perdidos & Achados da Sic, onde, com um sorriso atrapalhado, dirão que "a adolescência é uma fase e faz parte gostar de bandas...tipicamente adolescentes". Todos nós passamos por isso.
domingo, 16 de março de 2008
quinta-feira, 13 de março de 2008
Opinião
Sobre a manifestação dos professores no Sábado passado em Lisboa, Maria Filomena Mónica escreve na revista sábado o seguinte: "A marcha estava marcada para as 14h30, mas cheguei antes, a fim de poder observar as pessoas."
E segue-se a conlusão que esta senhora tira da sua observação:
"Ao contrário do que as imagens de televisão geralmente transmitem, não vi megeras aos berros, jovens com ar desmazelado ou hippies velhos. Tão-pouco me parecia estar rodeada de comunistas".
A minha dúvida é a seguinte: Filomena Mónica está a satirizar alguém que assim caracterizou os participantes na marcha? Ou será mesmo preconceituosa? É que estou com umas dúvidas.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Um vídeo por dia...#14
Hoje a Radar surpreendeu-me. Acho que não podia haver música que sorrisse mais a minha manhã.
O Senhor Jorge Palma!
"Não estou com grande disposição
P'ra outra enorme discussão
Tu dizes que agora é de vez
Fico a pensar nos porquês
Nós ambos temos opiniões
Fraquezas nos corações
As lágrimas cheias de sal
Não lavam o nosso mal
E eu só quero ver-te rir feliz
Dar cambalhotas no lençol
Mas torces o nariz e lá se vai o sol
Dizes vermelho, respondo azul
Se vou para norte, vais para sul
Mas tenho de te convencer
Que, às vezes, também posso...
Ter razão!
Também mereço ter razão
Vai por mim
Sou capaz de te mostrar a luz
E depois regressamos os dois
À escuridão
Se eu telefono, estás a falar
Ou pensas que é p'ra resmungar
Mas quando queres saber de mim
Transformas-te em querubim
Quero ir para a cama e tu queres sair
Se quero beijos, queres dormir
Se te apetece conversar
Estou numa de meditar
E tu só queres ver-me rir feliz
Dar cambalhotas no lençol
Mas torço o meu nariz e lá se vai o sol
Dizes que sou chato e rezingão
Se digo sim, tu dizes não
Como é que te vou convencer
Que, às vezes, também podes...
(escuridão)
Ter razão!
Também mereces ter razão
Vai por mim
És capaz de me mostrar a luz
E depois regressamos os dois
À escuridão
Atenção!
Os dois podemos ter razão
Vai por mim
Há momentos em que se faz luz
E depois regressamos os dois
À escuridão"
terça-feira, 11 de março de 2008
Mini-post #4
Senhor 1: Oh António empresta aí o corrector!
Senhor 2: Leva! Mas tens que pagar imposto!
segunda-feira, 10 de março de 2008
O que se ouve em Marte #6
É verdade...
O que achei do álbum? 10 anos de espera, três audições, estou a digerir.
terça-feira, 4 de março de 2008
O que se ouve em Marte #5

Ainda dizem que não se faz boa música em Tugal. Mais um grupo de Coimbra!
Myspace da banda: Sean Riley & The Slowriders
Uma foto por dia...(1)

Quando não há palavras, há imagem e esta é bastante ilustrativa do que pode ser um apaixonado por música.
Tirada daqui.
Mini-post#3
Esse dia chegou.
És o máior!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Notícia de último hora: António de Oliveira dá voltas na tumba
Ora, o seu comentário no mínimo surpreendeu-me:
Já me viram?! Agora a cara deste homem está em todo o lado!
Este homem é o Salazar e, de facto, está espalhado em cartazes de paragens de autocarro por toda Lisboa. A campanha publicitária do Correio da Manhã é no mínimo caricata, poderia arranjar muitas outras qualificações, por ora fico aqui.
Tendo como chavão "Faça o seu próprio retrato" é no mínimo confuso olhar para os vários cartazes, uns onde o senhor aparece de lábios pintados de verde e cabelo azul, outros com lábios vermelho vivo e cabelo sabe-se-lá-o-quê.
Gostava de ter uma explicação do criativo que fez esta campanha acontecer. Qual é a ideia? Tornar o Salazar numa figura pop? Será que o cabelo azul e os lábios vermelhos tornam a pessoa mais cinzentona de sempre, numa figura simpática hoje em dia? Para quê "fazer o meu próprio retrato" se não me consigo esquecer que há paragens de autocarro com uma imagem de homem retrógado que imprimiu o obscurantismo a este país, desta feita todo pintalgado com corres garridas, a lembrar a estética do Andy Warhol. Qualquer dia põe o senhor a dançar no Lux ou a
a beber uns copos com a malta no Bairro Alto. E fazem o slogan "Salazar é amigo da malta"!
Se isto servir para o senhor dar umas voltas lá onde ele está, porque certamente não concordaria com este tratamento pós-moderno, ah isso deixa-me muito satisfeita. Da mesma forma que muitas voltas deve ter dado quando foi eleito (um verbo que devia desconhecer) o Maior Português de Sempre.
Se ele desse umas voltas de raiva e outras tantas qualificações isso já me deixava satisfeita.
Agora Salazar Pop Star, isto sim é uma anedota, uma contradição tremenda!
Em última análise esta campanha serviu o propósito: vender uns livros (mais uns) sobre o dito senhor, e por umas quantas pessoas a falar de cores de lábios e cabelos que eram a preto e branco.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
O que se vê em Marte #11
Vamos por isto em termos muito simples: este foi o melhor filme que vi no cinema nos últimos tempos. Ok tenho ido pouco ao cinema. Mas o filme é muito bom. Mesmo.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Mini-post #2
Mini-post #1
Um vídeo por dia...#13
Era esta música dos Smiths que eu falava...
Stop me stop me oh stop, stop if you think you've heard this one before...
Esta música é de 1987, enjoy!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Coisas do mundo da música
Senão vejamos, com a diversificação dos festivais de verão, Super Bock, Super Rock, Optimus Alive, Paredes de Coura, Sudoeste e não nos esqueçamos do Festival das famílias: o Rock in Rio, a necessidade de trazer nomes grandes torna-se numa obrigação. Para além dos festivais, temos cada vez mais concertos em nome próprio durante o ano. Mal começámos a pré-temporada festiva e já temos em lista nomes como Portishead (esgotado, eu vou), The Cure (esgotado, não vou), The National (ainda não sei se vou), Cat Power (eu vou), Feist (eu vou); ou concertos mais pequenos de nomes promissores como Caribou e Raveonettes no Santiago Alquimista, entre outros. Já para não falar dos recentes anúncios dos festivais, sendo que aquele que me causa mais perturbação é a presença de Amy Winehouse no Rock in Rio. Já aqui falei da minha predilecção por esta cantora. Apesar de não morrer de amores pela exposição que tem tido nos últimos tempos e por ser considerada a "cantora do momento". Na altura em que saiu o álbum (Maio do ano passado) quase ninguém aqui no rectângulo reparou no poder da sua voz, mas agora que é presença habitual em tablóides pela sua vida boémia cheia de excessos de consumo de álcool e drogas, já é a cantora do momento.
Gostava de ver a Amy, mas não sei se ela chega cá por isso não vamos deitar muitos foguetes antes da festa. Gostava de a ver, mas acho que ela se enquadrava mais num outro festival que não o Rock in Rio, e ainda por cima no dia do Alejandro Sanz que deve ser a 18º vez que cá vem. Não? A segunda? Terceira? Ah está bem.
Foi pena a Música no Coração (Super Bock, Super Rock) não a ter agarrado, ou mesmo a Everything is New (Optimus Alive). Ou porque não arriscar e trazê-la ao Coliseu. Agora Rock in Rio que desgosto!
De qualquer forma, apesar de todos os dias sabermos de concertos novos programados para a época veraneante, não percebo onde é que o tuga vai buscar dinheiro para concertos tão caros. Qualquer dia temos que pedir um subsídio ao
Socras para a educação musical. Sim, porque ir a um concerto é educação musical. Ninguém me tira essa ideia.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Conversa de balneário
Personagens secundárias: Eu
Figurantes: pessoas que não perceberam que uma conversa interessante estava a acontecer.
M: Oh S! Vou fazer um jantar lá em casa e prometi-lhes que era leitão. Onde é que eu vou arranjar agora um leitão?
S (contentíssima por lhe darem importância): Ah! M, Leitão bom é o de Negrais!
É verdade, penso eu.
M: Ai a minha vida! Vou lá eu agora a Negrais! Tem que ser uma coisa rasca e perto!
Há ali para cima o Pateo dos Leitões, penso eu, mas não me prenunciei.
S: Ai assim mais perto não estou a ver.
M: Vai-se a ver não faço jantar nenhum de leitão, invento outra coisa qualquer!
Acho aquilo tudo horrível, é tudo uma pedofília suína.
E foi nesse momento que passei de figurante a personagem secundária quando a minha gargalhada se tornou tão audível que foi partilhada pelas personagens principais. Ele há com cada uma! Pedofília suína, onde é que já se viu?!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
O que se vê em Marte #10

Ontem vi Sweeney Todd, o terrível barbeiro de Fleet Street. Gostei dos elementos timburtianos, da Londres decadente e industrial, bem fotografada, bem encenada. Serve o propósito.
Mas por mais esforço que faça não sou capaz de gostar do elemento musical do filme, é demasiado impositivo, as vozes não colam com a música. Esperava mais inovação timburtiana do que um Sweeney Todd previsível como este. É maior a tristeza por não gostar de um filme deste senhor. A sério que é.
Um vídeo por dia...#12
Achmed the Dead Terrorist.
Aconselho a todos verem este vídeo, está genial! :)
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Quando eu ainda era uma criança...

Por sugestão da Manhã, aqui segue uma listinha (que difícil de escolher) de algumas músicas/albuns que ouvi na juventude/adolescência.
A minha adolescência coincidiu com os anos 90, e como não era muito dada a modas eis a razão de constarem duas bandas dos anos 60 e outra que começou a sua actividade nessa época e a prolongou por mais duas décadas. The Doors, Beatles e Pink Floyd. Gosto por razões muito diferentes destas bandas, mas têm mais em comum do que se possa pensar: todas elas iniciaram qualquer coisa de muito importante na música.
Com a minha fixação, na época, por música brasileira, não podia deixar de lado o Tom Jobim.
E, finalmente, alguma coisa do meu tempo. Primeiro Ben Harper com as suas letras tão invulgares e melodiosas; Portishead e o estrondoso impacto que tiveram os seus dois álbuns na altura; as melodias melancólicas de Jeff Bukley acompanham sempre bem adolescentes perturbados. Com os Pearl Jam passei pelo Rock de Seattle (nunca fui grande fã de Nirvana). E, finalmente, os Radiohead com aquele que é considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos, e certamente, o melhor dos anos 90: Ok Computer. Ouvi-o à exaustão, e hoje ouço quase com o mesmo prazer, continua a ser tão bom como o foi em 1998.
Dever cumprido, passo esta missão aos meus amigos: I, Huckleberry Friend e MJM
E sugiro: podiamos fazer o mesmo para a actualidade!
sábado, 9 de fevereiro de 2008
World Press Photo

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
"Will we receive without ever asking?"
O que é isto que me faz continuar no mesmo movimento?
É abraçar o sentido das coisas com a convicção da certeza. É sabê-lo. Mas saber não basta. Como se faz para o movimento não parar? Não quero que pare, mas muitas vezes tenho dificuldade em correr atrás dele, para que não ande à minha frente. Quase que parece que fico sem fôlego, mas sem desistir vou continuar a correr. Procurei durante tanto tempo um movimento que agora que o encontrei não posso desistir.
E sei que mais cedo ou mais tarde vou ter sem sequer pedir. É uma questão de persistência.


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