terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O que se vê em Marte #11


Vamos por isto em termos muito simples: este foi o melhor filme que vi no cinema nos últimos tempos. Ok tenho ido pouco ao cinema. Mas o filme é muito bom. Mesmo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Mini-post #2

Ora, segue uma sondagem de opinião (ah como eu ansiava utilizar esta expressão tão...eloquente). Vá lá votem faxavor, não custa!

Mini-post #1

A cerimónia dos óscares foi a mais sensaborona e arrastada que vi. Deu para ver um episódio do Lost enquanto entregavam os prémios, era só olhar para o ecran da tv para perceber se estava de facto alguma coisa de emocionante a acontecer.

Um vídeo por dia...#13

Era esta música dos Smiths que eu falava...
Stop me stop me oh stop, stop if you think you've heard this one before...
Esta música é de 1987, enjoy!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Coisas do mundo da música

Quem gosta destas andanças da música, já se deve ter apercebido que Portugal tem recebido os maiores artistas do mundo nos últimos anos, recebendo tudo o que está na berra desde o mais alternativo ao mais comercial. Passámos de país periférico que recebia uns concertos de vez em quando, a país obrigatório em qualquer digressão que se preze (isto até podia ser um recado aos Radiohead, mas a esperança é a última a morrer).
Senão vejamos, com a diversificação dos festivais de verão, Super Bock, Super Rock, Optimus Alive, Paredes de Coura, Sudoeste e não nos esqueçamos do Festival das famílias: o Rock in Rio, a necessidade de trazer nomes grandes torna-se numa obrigação. Para além dos festivais, temos cada vez mais concertos em nome próprio durante o ano. Mal começámos a pré-temporada festiva e já temos em lista nomes como Portishead (esgotado, eu vou), The Cure (esgotado, não vou), The National (ainda não sei se vou), Cat Power (eu vou), Feist (eu vou); ou concertos mais pequenos de nomes promissores como Caribou e Raveonettes no Santiago Alquimista, entre outros. Já para não falar dos recentes anúncios dos festivais, sendo que aquele que me causa mais perturbação é a presença de Amy Winehouse no Rock in Rio. Já aqui falei da minha predilecção por esta cantora. Apesar de não morrer de amores pela exposição que tem tido nos últimos tempos e por ser considerada a "cantora do momento". Na altura em que saiu o álbum (Maio do ano passado) quase ninguém aqui no rectângulo reparou no poder da sua voz, mas agora que é presença habitual em tablóides pela sua vida boémia cheia de excessos de consumo de álcool e drogas, já é a cantora do momento.
Gostava de ver a Amy, mas não sei se ela chega cá por isso não vamos deitar muitos foguetes antes da festa. Gostava de a ver, mas acho que ela se enquadrava mais num outro festival que não o Rock in Rio, e ainda por cima no dia do Alejandro Sanz que deve ser a 18º vez que cá vem. Não? A segunda? Terceira? Ah está bem.
Foi pena a Música no Coração (Super Bock, Super Rock) não a ter agarrado, ou mesmo a Everything is New (Optimus Alive). Ou porque não arriscar e trazê-la ao Coliseu. Agora Rock in Rio que desgosto!
De qualquer forma, apesar de todos os dias sabermos de concertos novos programados para a época veraneante, não percebo onde é que o tuga vai buscar dinheiro para concertos tão caros. Qualquer dia temos que pedir um subsídio ao
Socras para a educação musical. Sim, porque ir a um concerto é educação musical. Ninguém me tira essa ideia.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Conversa de balneário

Personagens princiapais: M e S
Personagens secundárias: Eu
Figurantes: pessoas que não perceberam que uma conversa interessante estava a acontecer.


M: Oh S! Vou fazer um jantar lá em casa e prometi-lhes que era leitão. Onde é que eu vou arranjar agora um leitão?

S (contentíssima por lhe darem importância): Ah! M, Leitão bom é o de Negrais!

É verdade, penso eu.

M: Ai a minha vida! Vou lá eu agora a Negrais! Tem que ser uma coisa rasca e perto!

Há ali para cima o Pateo dos Leitões, penso eu, mas não me prenunciei.

S: Ai assim mais perto não estou a ver.

M: Vai-se a ver não faço jantar nenhum de leitão, invento outra coisa qualquer!
Acho aquilo tudo horrível, é tudo uma pedofília suína.


E foi nesse momento que passei de figurante a personagem secundária quando a minha gargalhada se tornou tão audível que foi partilhada pelas personagens principais. Ele há com cada uma! Pedofília suína, onde é que já se viu?!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O que se vê em Marte #10


Apesar de não ter uma especial aptência para musicais, com excepção de All That Jazz e talvez o Chicago, gosto muito dos filmes do Tim Burton. Ora, é mais forte gostar do Tim Burton do que a minha antipatia por musicais.
Ontem vi Sweeney Todd, o terrível barbeiro de Fleet Street. Gostei dos elementos timburtianos, da Londres decadente e industrial, bem fotografada, bem encenada. Serve o propósito.
Mas por mais esforço que faça não sou capaz de gostar do elemento musical do filme, é demasiado impositivo, as vozes não colam com a música. Esperava mais inovação timburtiana do que um Sweeney Todd previsível como este. É maior a tristeza por não gostar de um filme deste senhor. A sério que é.

Um vídeo por dia...#12

Achmed the Dead Terrorist.
Aconselho a todos verem este vídeo, está genial! :)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Quando eu ainda era uma criança...



Por sugestão da Manhã, aqui segue uma listinha (que difícil de escolher) de algumas músicas/albuns que ouvi na juventude/adolescência.
A minha adolescência coincidiu com os anos 90, e como não era muito dada a modas eis a razão de constarem duas bandas dos anos 60 e outra que começou a sua actividade nessa época e a prolongou por mais duas décadas. The Doors, Beatles e Pink Floyd. Gosto por razões muito diferentes destas bandas, mas têm mais em comum do que se possa pensar: todas elas iniciaram qualquer coisa de muito importante na música.
Com a minha fixação, na época, por música brasileira, não podia deixar de lado o Tom Jobim.
E, finalmente, alguma coisa do meu tempo. Primeiro Ben Harper com as suas letras tão invulgares e melodiosas; Portishead e o estrondoso impacto que tiveram os seus dois álbuns na altura; as melodias melancólicas de Jeff Bukley acompanham sempre bem adolescentes perturbados. Com os Pearl Jam passei pelo Rock de Seattle (nunca fui grande fã de Nirvana). E, finalmente, os Radiohead com aquele que é considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos, e certamente, o melhor dos anos 90: Ok Computer. Ouvi-o à exaustão, e hoje ouço quase com o mesmo prazer, continua a ser tão bom como o foi em 1998.


Dever cumprido, passo esta missão aos meus amigos: I, Huckleberry Friend e MJM

E sugiro: podiamos fazer o mesmo para a actualidade!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

World Press Photo




O vencedor do terceiro prémio do World Presse Photo deste ano, na categoria de Sports Action, é português e chama-se Mário Barreira. Esta foto chamou muito a minha atenção, acho que está fantástica.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

"Will we receive without ever asking?"

Será possível o desejo nunca acabar? Como se fossemos um misto de tudo que não tem um fim, de tudo quanto é perene. Poderá haver qualquer coisa no patamar da indefinição, que nos impele a mover-nos sempre pelo mesmo, sem nunca abandonarmos o sentido, o propósito.
O que é isto que me faz continuar no mesmo movimento?
É abraçar o sentido das coisas com a convicção da certeza. É sabê-lo. Mas saber não basta. Como se faz para o movimento não parar? Não quero que pare, mas muitas vezes tenho dificuldade em correr atrás dele, para que não ande à minha frente. Quase que parece que fico sem fôlego, mas sem desistir vou continuar a correr. Procurei durante tanto tempo um movimento que agora que o encontrei não posso desistir. 
E sei que mais cedo ou mais tarde vou ter sem sequer pedir. É uma questão de persistência.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O que se vê em Marte #9 - Allen, Woody Allen




Há qualquer coisa de inevitável entre mim e o Woody Allen, ou melhor, entre mim e os filmes dele. Acabo sempre por vê-los e se a memória não me falha, julgo que nos últimos 10 anos não falhei nenhum. Tenho em crer que Match Point foi o ponto alto nas suas últimas incursões cinematográficas; essas, recheados de mediania e ao mesmo tempo de elementos comuns, muito woodyalleanos, que afinal são a mais valia da trama, da forma como é contada e construída. Um filme de Woody Allen é um filme de Woody Allen, não há dúvidas.
Ontem vi O Sonho de Cassandra e apesar de ter gostado do filme, não consigo classificá-lo para lá da mediania. Uma mediania a que já estamos habituados, com excepção do intenso Match Point, como não me canso de referir.
O que me agrada, já que a interpretação é falível, já que afinal Londres não sobressai tanto como em Scoop ou Match Point, é ver que a impressão digital do realizador está lá: nos planos, no casamento da música com as cenas; e por fim, em alusões aos clássicos da literatura com pequenos pormenores deliciosos. Está tudo lá. É por isso que continuo a ver os filmes deste senhor, porque apesar de não trazerem nada de novo, a verdade é que ele continua a saber o que faz e a fazer de uma forma subtil, que me agrada. Nunca mais teremos um Match Point, mas também nunca mais tivemos um Manhattan, ou Ana e Suas Irmãs. Mas continuamos a ter Woody Allen. Ele mesmo.




terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Conversas de Café


O rebuliço de um café de bairro é normal. O rebuliço do café que frequento no meu bairro é normal, mas por vezes é mais normal do que outras, se é que me faço entender. No Domingo pousava um chá à minha frente e um lápis para desenhar uns números num quadro de sudoku; enquanto esperava por um amigo. Ora, a minha atenção prendeu-se na mesa do lado, tal foi a inevitabilidade de me rir.
O contraste era óbvio: ali fumava-se (pode-se fumar, sim) e bebiam-se cervejas. Pensei que fosse a antecipação do jogo, mas não. Era uma espécie de desfiar de ódio, com um toque de humor, vindo de uma donzela deixada pelo príncipe mau. Até eu antipatizei com o rapaz que decidiu deixar a mocinha de boas famílias, com o mesmo nome que o meu, por uma denominada boazona que deve fazer tudo o que ele pede.
Os amigos, um painel no mínimo estranho, constituído por um elemento que não sendo pai, seria padrasto, ou tio, acompanhavam as cervejas e balbuciavam palavras de um afecto constrangedor.
As mesas que rodeavam a cena principal prestavam uma atenção assumida, que noutra situação seria condenável e interpretada por cusquice.
O melhor estava para acontecer, a plateia sedenta de pormenores ficou satisfeita quando a donzela rematou epicamente com a melhor definição possível: ela é um verdadeiro desastre geográfico!!!

domingo, 27 de janeiro de 2008

Imagens de Marte #1 (lomolizar)


Não tenho uma Lomo para tirar fotografias com filtros diferentes ou dar-lhes perspectivas que as máquinas convencionais não proporcionam. Gostava de ter uma Lomo mas não tenho. A piada é que descobri um programa que faz o efeito que apresento nesta fotografia da praia de Carcavelos. Ou, seja, na verdade, não preciso de uma Lomo, posso lomolizar as minhas próprias fotos recorrendo a artifícios electrónicos.
Acho que a nossa vida é assim. Aquilo que gostávamos de ter, ou de ser, podemos sê-lo de outra forma, recorrendo a outros malabarismos, para alcançar uma espécie de contentamento. Como as cartas que se escreviam antigamente e hoje já não se escrevem, mas enviam-se mensagens por telemóvel que chegam com a rapidez de um instante e geralmente têm o efeito desejado. Ou pensando em algo mais rebuscado, a forma como as pessoas se mascaram de si
próprias quando comunicam à distância de teclas que se alinham num painel electrónico.
Há uns tempos andei a ler uns jornais do início da década de 80. 28 anos o que é isso? Comparado com os milhõezinhos de anos que a terra tem, comparado com os milhares de anos que tem a civilização egípcia e outras. Mas em 28 anos as nossas vidas mudaram, nessa altura não havia Internet, nem telemóveis, nem fraldas descartáveis, ou
comida take away. Portugal não pertencia à União Europeia, que nessa altura, senão me engano, se chamava Comunidade Económica Europeia e dá-me ideia que era pouco democratizada. No inicio da década da 80 não havia uma superfície comercial (como eles gostam de chamar) em cada esquina, gastava-se menos dinheiro, não havia tanta facilidade ao crédito; Será que os portugueses tinham mais dinheiro na altura? Talvez o poder de compra seja uma ilusão criada por um cartão verde.
A piada é que em 1980 já existia uma máquina chamada Lomo. E hoje eu lomolizei uma fotografia.


terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Um vídeo por dia...#11

A Amy é uma das minhas artistas actuais preferidas (mas tu gostas mais). Refém do seu sucesso, não sabemos o que será esta senhora sem estar sob o consumo de alcool ou drogas. Será criativa estando sóbria?
Nós gostamos muito desta música em Marte!

Melancolia.
Melancolia.
Melancolia.
O que se faz para combater a melancolia?
A melancolia parece-me um sentimento tão invernoso, tão próprio desta ambiguidade climática que se vive hoje em dia. Será que podemos culpar o São Pedro pela melancolia?
Sinto-me melancolica e hoje apetecia-me só dizê-lo. Isto é estupidamente ridículo, mas dizê-lo melhora um pouco. Minimamente.

Que melancolia.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Portishead



Estava cheia de boas intenções, abri o blogger para escrever um texto cheio de nuances de pensadora de trazer por casa, com vontade de pensar em elogios às palavras... quando soube que os Portishead vão estar no próximo mês de Março em Portugal. Maior boicote à minha concentração não podia haver...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Um vídeo por dia #10

Musicalmente falando, orgulho-me de ter estado neste concerto (Arcade Fire -Super Bock Super Rock), um dos melhores que vi senão o melhor no ano que passou! O álbum Neon Bible é um dos melhores de 2007 e provavelmente aquele que me saíu mais barato: 2,50€ (promoções do Jumbo)! E como ainda não há grandes revelações musicais em 2008, aqui vos deixo o No Cars Go!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Quando achamos que as coisas correm mal...há sempre qualquer coisa que pode correr pior, como por exemplo ser mandada parar pela polícia e desembolsar 120 € por estar a falar ao telemovel.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

«O Porto é uma Nação»


O Norte de Portugal, com o Porto como eixo absoluto e identificador, é de facto muito diferente do Sul e principalmente de Lisboa.
A minha ida ao Porto teve um interesse primordial: descobrir as diferenças, apesar do país tão pequeno como este, existem e são profundas, mas são mais que saudáveis e bem-vindas. Deve ser por isso que a Casa da Música tem um painel a dizer Norte num dos átrios principais. Não confundamos nunca Lisboa com o Porto, porque de facto em nada são semelhantes e esta rivalidade que existe é, até certo ponto, bastante saudável.
Gostei do Porto, apesar de alguma decadência e degradação (é urgente reabilitar algumas zonas), gostei do Porto principalmente pelas diferenças e por gerar uma identificação própria única que não se vê em mais lado nenhum.
Provavelmente uma identificação que existe em Lisboa, mas eu, alfacinha de alma e coração, sou incapaz de percepcioná-la.
Gostei de uma cor dourada e acinzentada, de um sotaque carregado de simpatia, de um modo simples e admirável de ser português. Foi a terceira vez que fui ao Porto e desta foi para gostar.