terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O que se ouve em Marte #16



Antony & The Johnsons - The Crying Light


Ao terceiro álbum de originais creio que Antony não se confirma, uma vez que é um de raros artistas que não precisa de confirmação; todas as suas obras são uma espécie de afirmação de um "eu" distante dos demais, de um way of living muito próprio. E quem gosta ouve, absorve e encanta-se. Quem não gosta não precisa de penetrar neste mundo etéreo, onde a música se faz urgente numa espécie de chamada, onde Antony Hegarty se afirma a si próprio. Talvez seja mais importante para ele mostrar como vê o mundo e nós que o ouvimos aceitarmos, do que o contrário. E o mundo de Antony Hegarty é melancólico, sincero, crú e no fim, o essencial, extremamente musical.
Agora ouço The Crying Light, um álbum atmosférico e cheio, cheio, cheio.
A propósito da capa do álbum(imagem em cima), uma fotografia do bailarino Kazuo Ohno, Antony diz: "The Crying Light is dedicated to the great dancer Kazuo Ohno. In performance I watched him cast a circle of light upon the stage, and step into that circle, and reveal the dreams and reveries of his heart. He seemed to dance in the eye of something mysterious and creative; with every gesture he embodied the child and the feminine divine. He's kind of like my art parent."

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

O que se vê em Marte #32


«A"Valsa com Bashir" é um dificílimo exercício na corda bamba que se desequilibra a espaços mas que ganha tensão à medida que as viagens e as conversas de Folman vão descobrindo até onde a sua memória foi reprimida, para nos deixar, no final, a fazer a pergunta que o próprio realizador se deve ter feito às tantas: como foi possível ter esquecido? O mais duro não é que Folman faça a pergunta: é a resposta que lhe dá.» Jorge Mourinha in Público

A estética do filme aliada à dura história que é retratada foi a combinação que mais me impressionou.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O que se ouve em Marte#15

Considerada para alguns a melhor música de 2008. Eu acho-a absolutamente fantástica, ainda há quem consiga inovar na música, fica aqui Sebastien Tellier com La Ritournelle.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Salvar a Honra do Convento

O jornal Sol escreveu ontem a seguinte notícia (seguir este linque).
E eu fiquei com vontade de por as coisas em pratos limpos, nem que seja num lugar tão reservado quanto este.
Trabalho na Fundação Portuguesa das Comunicações onde se insere a referida Casa do Futuro, isto para deixar claro que naturalmente tenho uma outra leitura e visão dos acontecimentos.
A notícia do Sol é sensacionalista e não faltando à verdade, oculta grande parte dela. Em primeiro lugar, quando, com pouco tempo de antecedência se soube que o nosso Primeiro-M. vinha cá (tenho em crer que os decisores saberiam há mais tempo), o Serviço Educativo tentou ligar para a Escola para desmarcar a visita. As chamadas foram insistentes não havendo retorno do outro lado. Em segundo lugar, apesar de não terem visto a Casa do Futuro, os alunos saíram da Fundação tendo percorrido todo o espaço expositivo existente, para além de que a própria instituição se disponibilizou a mostrar, em data a agendar, a Casa do Futuro, sem custos adicionais.
Quanto ao nosso Primeiro-Ministro que vai gerando ódios por todo o lado. Muito honestamente não nutro a maior simpatia por ele, mas o contrário também não é verdade. E acho que devemos ser isentos e pensar que o Gabinete que marcou o espaço para se realizar o evento não lhe passava pela cabeça que havia uma visita marcada. Portanto, quem terá razão no meio desta embrulhada? E a professora tinha alguma necessidade de ir falar aos Jornalistas, dimensionando uma situação que acaba por não o ser?
É nestas coisas que perdemos tempo e pequenas situações geram outras sem interesse, sem fundamento. E chegamos a um ponto que em vez de discutirmos o essencial, discutimos o acessório.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O que se vê em Marte #31



Gotan Project @ Campo Pequeno
Os bilhetes esgotaram rapidamente, para enorme tristeza minha, que geralmente costumo estar atenta às lides musicais. Não consegui nos dias que se anteciparam accionar nenhum contacto que me arranjasse um lugar no Campo Pequeno, não consegui bilhetes de última hora. Nada. Que tristeza não ver o tão anunciado último concerto de Gotan Project em Portugal, última digressão de sempre (não sei as motivações da banda, mas parece-me que não será a última digressão).

Uma hora antes do concerto ainda tentava arranjar bilhetes, mas sem sucesso. Mas nestas coisas é mais facil os contactos accionarem-se por si próprios do que nós a eles, e foi assim que fui ao concerto de Gotan Project. Recebi uma mensagem inesperada: "Queres vir ao Concerto? Despacha-te estamos no Campo Pequeno".

Ora bem, Os GP eram uma das minhas grandes falhas no que diz respeito a bandas ao vivo, pelo que perder esta oportunidade seria "a big mistake". Tenho obviamente uma postura muito céptica em relação a esta banda, por um motivo muito simples, depois da explosão do Tango Electrónico decidi que não poderia ficar por aqui e naturalmente o GP não são únicos. E este género musical despertou o meu interesse. Na Argentina e na América do Sul em geral, proliferam os projectos de Tango Electrónico, alguns superiores em qualidade e mais honestos na sua mensagem. Não chamo desonestos aos GP, apenas há quem seja mais genuíno na junção do Tango e da Música Electrónica, o que parece estar absolutamente na moda no lado de lá do Atlântico. Os GP são a face comercial deste novo ritmo, desta nova tendência. Gostaria de ver em Portugal projectos como ElectroTango, Tanguetto ou os Bajofondo Tango Club. Bandas que gozam de um enorme sucesso na Argentina e arredores, e não tanto na Europa. Ao contrário dos GP verdadeiramente rostos de sucesso no Velho Continente, talvez por estarem sediados em França. Sendo muito criticados do lado de lá do Atlântico.

Quanto ao concerto, tenho a dizer que foi limpo, profissional, com todos os ingredientes que tanto o Tango, como a música electrónica pedem. Teve ritmo e, principalmente, teve um alinhamento que respeita a relação que a banda construíu com o seu público. Quero com isto dizer, que os Gotan Project não vieram tocar o álbum novo, mas o seu reportório, não esquecendo os alicerces sobre os quais construiram a sua reputação. Tocaram "Queremos Paz" (abertura do espetáculo), "Vuelvo al Sur", "Una Música Brutal", e a música mais forte do álbum novo "Diferente".

Mas nada surpreendeu e é disso que uma pessoa que tem uma postura crítica em relação à música pede. Hoje em dia é díficil fazer diferente, é difícil surpreender os cépticos. É isso que peço, que me surpreendam.

Ainda assim, digo, foi um concerto brutal, tal como a música.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O que se vê em Marte #30



Sigur Ros @ Campo Pequeno


É difícil para mim ir à procura de palavras que me ajudem a descrever o que esta banda me provoca. Tinha uma enorme vontade de ver os Sigur Ros em 2008, um ano cheio de concertos (em Dezembro faço uma lista), não só porque sabia que ia ser um dos melhores, com o maior impacto em mim, como porque o momento é de ouvir Sigur Ros, o que quer que isso signifique (na verdade, qualquer momento é propício para ouvir A banda).

O Campo Pequeno foi uma boa escolha para o concerto, é uma sala diferente do Coliseu, onde ultimamente tenho ouvido concertos com mau som. Ainda assim não sei se o Coliseu não terá mais "onda" para receber os SR.

O concerto foi irrepreensível. Não há muito mais palavras que o possam descrever, faltaram as minhas músicas preferidas, mas com alguns álbuns na sua carreira não podem tocar tudo e isso compreendo. Gostei do alinhamento, muito coerente, muito orgânico. Gostei como começou, arrepiante, e como acabou, igualmente arrepiante.

O problema do concerto foi o público. O público de Sigur Ros vulgarizou-se, pelo que não entendem que se deve respeitar a banda até ao último acorde, até ao último suspiro de Jónsi Birgisson apenas no silêncio. As palmas são uma demonstração de apreço por uma banda, reconhecimento, mas neste caso acredito que as palmas são desnecessárias nos momentos exactos em que é mais importante ouvirmos o que os Sigur Rós têm para nos "dizer", porquê interromper com palmas?

Vi muitas pessoas neste concerto com uma postura completamente descontextualizada, dançavam e batiam palmas como se estivessem num concerto de Bob Sinclair, obviamente que cada um tem a postura que entende, mas a meu ver e não só, é uma postura que não cola com a música desta banda nem com um público que os acompanha desde sempre.

Um dos concertos da minha vida? Sem dúvida. E quero vê-los mais. E ouvi-los mais.

Foto: Blitz.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

«Os passos em volta»

Roubei o título deste post a Herberto Helder. Ocorreu-me.
Dou passos sobre mim mesma, à minha volta. À procura do movimento que me faz seguir para a frente. E as palavras ajudam-me, de uma forma subtil e lenta. E vou chegando lá, dando os meus passos, pensando numa progressão.
Dou passos em volta.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O que se vê em Marte #29 (dose quadrupla)

Com o fim da silly season (finalmente!) chegam os programas mui culturais, dos quais queria dar conta no blogue mas não tenho tido tempo. É engraçado que o tempo é uma constante presente, é uma pertença maleável; mas ultimamente tenho tido alguma dificuldade em malear o tempo à minha medida.



Doc Lisboa 2008 @ Culturgest e afins...

Como já vem sendo hábito, em Outubro o Mundo Inteiro cabe em Lisboa, este ano não tive disponibilidade para me dedicar ao Doc como habitualmente, vi essencialmente documentários sobre fotografia (Robert Frank, Conversations in Vermont & Raymond Depardon, Les Années Déclic) e um fabuloso documentário português sobre um movimento artístico de nome Homeostética, deixo-vos a sinopse: "Documentário sobre o movimento Homeostética, que surgiu em Lisboa nos anos 80 e foi constituído pelos artistas Fernando Brito, Ivo, Pedro Portugal, Pedro Proença, Manuel João Vieira e Xana. Utilizando o humor como estratégia de demarcação crítica, a Homeostética manteve sempre uma posição marginal de fortes influências Dadaistas e desenvolveu uma intensa produção que resultou em exposições, textos, manifestos, filmes, concertos e outras performances colectivas. Discretos nas suas realizações e desprezando olimpicamente a sua própria glorificação, os homeostéticos perderam em visibilidade externa o que vieram a ganhar em modo de existência. Para eles o sentido da vida encontrava-se na criação artística e a criação artística, por sua vez, permitia-lhes inventar novas possibilidades de vida."



Roisin Murphy @ Coliseu dos Recreios





Depois da toada explosiva no Optimus Alive em Julho passado, esperava um pouco mais deste concerto. Estou em crer que só ouvi realmente 3 músicas com atenção, uma vez que passei o resto do concerto a conversar. O ambiente convidou-nos. O resto da noite foi dada ao insólito, mas isso será tema para outros posts.



Bernardo Sassetti @ Jardim de Inverno São Luiz



Este sábado fui ver o Bernardo Sassetti ao São Luiz e foi uma experiência única. Ouvi o concerto de olhos fechados e apenas ouvi. Foi muito bom.


E para terminar uma semana cultural...



Porque não Paris?
Porque todos estremecemos perante momentos decisivos.
E agora porque não Lisboa? Afinal Lisboa mexe ao ritmo da Cultura e vou atrás porque sou apaixonada...

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O que se vê em Marte #28


O verdadeiro ensaio à estupidez...americana. Acutilante, mordaz, de rir...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O que se vê em Marte #27


Eu vi um filme bonito. Não me lembro do nome. Mas o filme era bonito.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O que se ouve em Marte #14





Thievery Corporation - Radio Retaliation


Um álbum dos Thievery é sempre aguardado com expectativa, não só porque são uma das minhas bandas de eleição, mas também pelo estatuto que adquiriram no meio onde se movem musicalmente. A inovação e fusão de sonoridades são conceitos que os identificam.

Este álbum, Radio Retaliation, não me desiludiu, mas também não me surpreendeu, pelo que o ouço com o prazer que ouço um álbum desta banda. Aguardo com expectativa o concerto no Coliseu no próximo dia 19.

...de se ler

"É tudo uma questão de sobrevivência? Importas-te que eu saia desta galáxia por um bocadinho? O que fazes com a tua química? Podemos misturar elementos? Agora vamos para onde? Mais olhos são mais janelas para mais almas? Se não estamos aqui, onde é que estamos? Aqui ou ali? A agressividade amistosa será mais eficaz do que a amizade agressiva? Posso orbitar-te? Essa protecção para os olhos vem com uma crista? Onde é que estacionei a minha nave? O que achas dos meus tentáculos? Não, a sério! Só tens dois olhos? Porquê? Porque é que os buracos negros não podem ser azuis? Esse ecossistema vem noutros sabores? Alguém gosta de tripedalismo? Como é que os outros seres da galáxia lidam com o stress? Como é que podes estar tão tristonho com um planeta tão rico em borato de sódio hidratado? As viagens não são todas viagens espaciais? Se tivéssemos sopa em pó suficiente, podíamos transformar os mares da Terra em sopa? Nós sabemos mesmo o que achamos que sabemos? Os extraterrestres pensam neles próprios como terrestres normais?"

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

...de se escrever #8

Não sei se é dos meus olhos, do meu processo sensorial, mas há muitas realidades em que me encontro nas quais geralmente chego à conclusão que me sinto dentro de um filme. É tudo tão cinematográfico. Na volta, no fim, tudo é cinema.
A sala não tinha muita luz e a toalha de mesa teria, talvez, tons de vermelho, o som era qualquer coisa entre o médio oriente e o étnico.
A tragédia começa quando me mandam abrir uma garrafa de vinho, mas quem em plenos poderes de ratio me manda abrir uma garrafa de vinho? A conversa é trágico-cómica, parece um filme italiano. 4 vozes no feminino. Mil problemas. Gargalhadas e sorrisos, racíocinios e perguntas dificeis.
O filme tem um final infeliz porque uma das personagens principais, aquela que alinha estas palavras, tem o maior ataque de choro de todos os tempos, talvez só comparável com o visionamento do filme A Paixão de Cristo. Riam, isto tem piada.
Pelo meio sou atacada por uma gata que não é uma gata é um Gremlin, e eu devo ser a água que a transforma num animal desequilibrado e transtornado.
É verdade, a salada estava tão boa, mas mesmo, a salada estava mesmo divinal. E a minha garrafa de moscatel? Minha grande amiga.
É díficil responder à pergunta "O que se passa, Martini?". Mas neste momento eu digo "Eu não estou bem", pelo que respeitem os meus silêncios, os meus racíocinios talvez sem sentido. Tudo. E este post é como um manifesto, o meu manifesto do silêncio, o meu direito à dor, à tristeza.
Não tenho pachorra nenhuma para estar em baixo, mas estou, e hei-de estar, mas também vou deixar de estar. Aguardem. Mais jantares haverá.
Um dia escrevo um filme. Mui trágico, mui cómico.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O que se vê em Marte #26




Madonna @ Parque da Bela Vista






Ir a um concerto da tão aclamada Rainha da Pop não é a mesma coisa do que ir a um outro concerto de qualquer outro artista. É ver um espetaculo daquela que será provavelmente a artista mais bem sucedida de todos os tempos. Penso que a Madonna é muito mais do que a música que faz, muito mais do que a imagem que tem. Há todo um conceito que emerge de sua fabulosa figura e os pormenores estão lá todos para os mais atentos retirarem o significado.

O que me interessa na Madonna é muito mais que a música que faz, que provavelmente na boca de uma outra qualquer não teria tanto interesse. Interessa-me tudo o que ela constrói à volta do que tem. E como tal, apesar de partilhar a Madonna com mais 74,999 pessoas, umas mal dispostas por causa da falta de visibilidade, foi um bom concerto e diverti-me à brava!

Um ano no activo...

No Sábado passado este blogue fez um ano.
Não perco a cabeça a decidir o que vou escrever aqui, ou que imagem ou música vou pôr... O meu lema é "go with the flow". Foi um ano tranquilo, houve alturas em que investi mais que outras, mas penso que se avizinha uma fase de grande produtividade.
Eu gosto de ter um blogue, quanto mais não seja porque é o meu espaço de liberdade com o qual eu me identifico a 100% e onde não tenho que prestar contas a ninguém, e qualquer um é bem-vindo!
E assim continua a haver vida À Esquerda de Marte!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ajuda espiritual


Tem mal de amor? Precisa de um exorcismo à sua fábrica? O seu chefe não lhe dá descanso? Consulte o Professor BAMBO e outros...
Clickar na foto para ampliar, a não perder as habilidades do Professor Mamadu!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

...de se escrever #6

Quando pousei o pé na rua, depois de uma manhã de pouca paciência, pensava em pulsações & vibrações. Sinto o pulsar dos momentos a cada rigoroso minuto, e, na verdade, gostaria de sentir mais, porque há sempre mais estímulos e mais para ver. A vibração, ela mesma, está directamente relacionada com esse pulsar, que tem um método e se alinha segundo o coração. Questionei-me o que faria com a minha hora de almoço e cheguei à conclusão que andar por aí seria uma boa solução.
Chegando ao Largo Conde Barão, poucos passos andados, entro na Farmácia. Costumo dizer que a Farmácia Açoreana (sita no lugar acima assinalado) tem mel. Mel porque sempre que lá entro encontro algum(a) colega de trabalho. Todos os dias por volta das 13h há o concerto ao piano, cada dia pertence a um pianista, o reportório é variado. Entrar ali, sentar-me e ouvir música numa farmácia tem qualquer coisa de cinematográfico e vibro...e sinto uma certa pulsação.
Há uma semana a pianista da Terça-Feira tocou a Banda Sonora do filme Amelie que já vale o que vale, ainda mais tocada dentro de uma farmácia centenária num piano branco, com gente a passar lá fora, cá dentro. Também tem qualquer coisa de burlesco, de fantástico.
Hoje observei-lhe os pés. Os sapatos de salto alto, com uma fivela dourada no centro, não condizem com a imagem que tenho desta pianista mid thirties de olhos azuis, que se destacam no imenso preto que pelos vistos é sua imagem de marca.
Os pés balançavam nos pedais do piano branco, ao ritmo das notas e da sua própria compenetração. E eu penso, que coisa fantástica ouvir uma pianada à hora do almoço dentro da farmácia.

O que se ouve (repetidamente) em Marte #12

The Last Shadow Puppets é o resultado da soma entre os Artic Monkeys e os Rascals, ou seja Alex Turner e Miles Kane. O género não é bem a minha praia (o meu mar é mais o mundo electrónico), mas digamos que quando me surpreendem, não consigo evitar. E apesar de ainda não ter ouvido o álbum completo, estas amostras são muito sumarentas.


Standing Next to Me


The Age of The Understatement


My Mistakes Were Made For You


Esta será uma boa aposta para os festivais de Verão do próximo ano.