
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
O que se vê em Marte #30

segunda-feira, 3 de novembro de 2008
O que se vê em Marte #29 (dose quadrupla)
Como já vem sendo hábito, em Outubro o Mundo Inteiro cabe em Lisboa, este ano não tive disponibilidade para me dedicar ao Doc como habitualmente, vi essencialmente documentários sobre fotografia (Robert Frank, Conversations in Vermont & Raymond Depardon, Les Années Déclic) e um fabuloso documentário português sobre um movimento artístico de nome Homeostética, deixo-vos a sinopse: "Documentário sobre o movimento Homeostética, que surgiu em Lisboa nos anos 80 e foi constituído pelos artistas Fernando Brito, Ivo, Pedro Portugal, Pedro Proença, Manuel João Vieira e Xana. Utilizando o humor como estratégia de demarcação crítica, a Homeostética manteve sempre uma posição marginal de fortes influências Dadaistas e desenvolveu uma intensa produção que resultou em exposições, textos, manifestos, filmes, concertos e outras performances colectivas. Discretos nas suas realizações e desprezando olimpicamente a sua própria glorificação, os homeostéticos perderam em visibilidade externa o que vieram a ganhar em modo de existência. Para eles o sentido da vida encontrava-se na criação artística e a criação artística, por sua vez, permitia-lhes inventar novas possibilidades de vida."
Roisin Murphy @ Coliseu dos Recreios

Porque não Paris?
Porque todos estremecemos perante momentos decisivos.
E agora porque não Lisboa? Afinal Lisboa mexe ao ritmo da Cultura e vou atrás porque sou apaixonada...
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
mini-post #8
Todas as semanas recebo a newsletter Le Cool Magazine. Hoje gostei particularmente da foto inaugural e dessa forma a partilho.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O que se vê em Marte #20
Masurca Fogo - Pina Bausch @ CCB 7.05.
Este espectáculo foi criado há exactamente 10 anos em e para Lisboa. Não sei muito sobre a sua história, para além disto. Foi também utilizado no filme Habla con Ella de Pedro Almodovar.
O filme diz com o ínicio e o fim do espectáculo, ou seja ficam bem. Da mesma forma que diz com Lisboa. Os contrastes, o fado, com Alfredo Marceneiro e Amália e o jazz com KD Lang. Até tem para o ouvido mais incauto uma fantástica versão de Kraftwerk - The Model.
A dança contemporânea parece-me sempre como um motor de busca, onde podemos encontrar definições soltas, de interpretação livre do mundo moderno.
Como qualquer outra expressão artística vejo a dança como mais interventiva e aberta a livres
definições.
Gostei de Masurca Fogo, não só porque gosto de Dança, mas porque gosto de Lisboa e de cinema e
música e tudo o resto.
sábado, 3 de maio de 2008
O que se vê em Marte #19

Tem tudo: uma realização fora do comum e brilhante, imagens da América vista por um Chinês. Tem a Norah Jones desajeitada mas bonita (que bem que fica na tela, mesmo), tem o Jude Law (há quem diga que é o elo mais fraco deste filme, mas não acho, acho-o bom actor e também fica bem na tela); tem Natalie Portman e até tem Chan Marshal (Cat Power) que dá um bi-contributo: a música e a sua presença.
Wong Kar Wai tem uma forma invulgar de relatar o comum e tudo isso me agrada.
Provavelmente prepara-se para ser filme de culto or am I wrong?
Vejam, opinem!
Uma notazinha para a tristeza da tradução portuguesa: O Sabor do Amor.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
...de se escrever.
Acontece apetecer-me saltar para cima das teclas e desatar às palavras, do género, como se não houvesse amanhã. Mas afigura-se-me um exercício difícil porque tenho de pensar no que devo escrever, e de quando em vez, nada me ocorre.
Hoje penso de forma simples em organizar palavras à chuva e pensar em "consciência de língua". Tenho um artigo na Visão para ler sobre o acordo ortográfico; na tv ouço que é melhor não tomar aquele caminho, o "jornalista" diz-me "é um percurso que deve DE evitar"; na TSF o locutor fala que um fulano "entreteu-se" com não sei o quê; e ainda na tv a pseudo-jornalista das notícias dos famosos diz, sem o menor pingo de vergonha naquela cara, que se dúvidas "haviam" quanto à nova gravidez de Angelina Jolie deixaram de haver (qualquer dia é deixaram de "haverem" não?).
Eu cá não sei o que pensar about Acordo Ortográfico. Faz-me um bocado de comichão que os Portugueses nem saibam conjugar o verbo haver em condições. não têm consciência de língua, lá está, quanto mais receberem uma avalanche de alterações no seu mais precioso património.
Em última análise, o acordo ortográfico não muda grande coisa, os países lusófonos adaptaram à sua cultura e necessidades a língua mãe, e não se afigura que este acordo venha alterar o que quer que seja, já que a incompreensão que possa ocorrer não advém da grafia, mas da construção gramatical das sentences e dos termos próprios de cada país.
Há dias diziam-me que não posso ser tão “pé atado”, que o meu bisavô escrevia farmácia com ph. É quase a mesma coisa, vou passar a escrever "correto", "minissaia", "ator".
No fim, acho que há uma fronteira muito ténue entre ser old fashioned e querer preservar o património cultural. Uma fronteira muito ténue entre aceitar uma quase modernidade e achar que essa modernidade não faz muito sentido.
Mas atenção, ainda não li o artigo da Visão. Li outros.
domingo, 13 de abril de 2008
O que se vê em Marte #15

Vi Front Line, Lento para Quarteto de Cordas e a aguardada Cantata que é simplesmente fantástica.
Uma primeira parte intíma e intensa e uma segunda igualmente intensa mas mais explosiva. Saí sem palavras.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Notícia de último hora: António de Oliveira dá voltas na tumba
Ora, o seu comentário no mínimo surpreendeu-me:
Já me viram?! Agora a cara deste homem está em todo o lado!
Este homem é o Salazar e, de facto, está espalhado em cartazes de paragens de autocarro por toda Lisboa. A campanha publicitária do Correio da Manhã é no mínimo caricata, poderia arranjar muitas outras qualificações, por ora fico aqui.
Tendo como chavão "Faça o seu próprio retrato" é no mínimo confuso olhar para os vários cartazes, uns onde o senhor aparece de lábios pintados de verde e cabelo azul, outros com lábios vermelho vivo e cabelo sabe-se-lá-o-quê.
Gostava de ter uma explicação do criativo que fez esta campanha acontecer. Qual é a ideia? Tornar o Salazar numa figura pop? Será que o cabelo azul e os lábios vermelhos tornam a pessoa mais cinzentona de sempre, numa figura simpática hoje em dia? Para quê "fazer o meu próprio retrato" se não me consigo esquecer que há paragens de autocarro com uma imagem de homem retrógado que imprimiu o obscurantismo a este país, desta feita todo pintalgado com corres garridas, a lembrar a estética do Andy Warhol. Qualquer dia põe o senhor a dançar no Lux ou a
a beber uns copos com a malta no Bairro Alto. E fazem o slogan "Salazar é amigo da malta"!
Se isto servir para o senhor dar umas voltas lá onde ele está, porque certamente não concordaria com este tratamento pós-moderno, ah isso deixa-me muito satisfeita. Da mesma forma que muitas voltas deve ter dado quando foi eleito (um verbo que devia desconhecer) o Maior Português de Sempre.
Se ele desse umas voltas de raiva e outras tantas qualificações isso já me deixava satisfeita.
Agora Salazar Pop Star, isto sim é uma anedota, uma contradição tremenda!
Em última análise esta campanha serviu o propósito: vender uns livros (mais uns) sobre o dito senhor, e por umas quantas pessoas a falar de cores de lábios e cabelos que eram a preto e branco.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Quando eu ainda era uma criança...

Por sugestão da Manhã, aqui segue uma listinha (que difícil de escolher) de algumas músicas/albuns que ouvi na juventude/adolescência.
A minha adolescência coincidiu com os anos 90, e como não era muito dada a modas eis a razão de constarem duas bandas dos anos 60 e outra que começou a sua actividade nessa época e a prolongou por mais duas décadas. The Doors, Beatles e Pink Floyd. Gosto por razões muito diferentes destas bandas, mas têm mais em comum do que se possa pensar: todas elas iniciaram qualquer coisa de muito importante na música.
Com a minha fixação, na época, por música brasileira, não podia deixar de lado o Tom Jobim.
E, finalmente, alguma coisa do meu tempo. Primeiro Ben Harper com as suas letras tão invulgares e melodiosas; Portishead e o estrondoso impacto que tiveram os seus dois álbuns na altura; as melodias melancólicas de Jeff Bukley acompanham sempre bem adolescentes perturbados. Com os Pearl Jam passei pelo Rock de Seattle (nunca fui grande fã de Nirvana). E, finalmente, os Radiohead com aquele que é considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos, e certamente, o melhor dos anos 90: Ok Computer. Ouvi-o à exaustão, e hoje ouço quase com o mesmo prazer, continua a ser tão bom como o foi em 1998.
Dever cumprido, passo esta missão aos meus amigos: I, Huckleberry Friend e MJM
E sugiro: podiamos fazer o mesmo para a actualidade!
sábado, 9 de fevereiro de 2008
World Press Photo

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Portishead
Estava cheia de boas intenções, abri o blogger para escrever um texto cheio de nuances de pensadora de trazer por casa, com vontade de pensar em elogios às palavras... quando soube que os Portishead vão estar no próximo mês de Março em Portugal. Maior boicote à minha concentração não podia haver...
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Viagem na maionese #3
Que tal uma passagem de ano cultural? Casa da Música, Fundação Serralves e Torre dos Clérigos são alguns dos ingredientes.
Bom ano!
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
A Escola de Validos
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Museu Sal & Azar
A minha postura quanto a esse senhor é muito clara e apesar de não ter vivido tal período, sou filha, sobrinha e neta de quem o viveu, e como tal, por educação, há uma memória que me foi transmitida. Mais tarde, por via de um conhecimento académico, pude formalizar a minha postura com uma perspectiva mais estruturada da matéria.
Esse senhor representa para mim o que o primeiro ponto da petição contra o fascismo sucintamente diz:
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Temps D'Image
Começa hoje o Festival Temps D'Image, que decorre até ao dia 15 de Dezembro, com vários acontecimentos espalhados pela cidade (de Lisboa).Já que a festa começa no Lux, porque não dar um salto até lá?!
Vou celebrar o facto de estar de FÉRIAS!
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
O que se vê em Marte #6 - There's Something About Brando: Doc Lisboa [Le Finale]
domingo, 28 de outubro de 2007
Lomografia

sábado, 27 de outubro de 2007
O que se vê em Marte #5 - «Hiatos Contemporâneos»
MALGRÉ NOUS, NOUS ÉTIONS LÁ, foi o meu "hiato contemporâneo" ontem, provavelmente entre as 9 e as 10 de uma forma mais intensa e, posteriormente, até à 1 da manhã pairando ideias na minha cabeça.
