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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O que se ouve em Marte#15

Considerada para alguns a melhor música de 2008. Eu acho-a absolutamente fantástica, ainda há quem consiga inovar na música, fica aqui Sebastien Tellier com La Ritournelle.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Um ano no activo...

No Sábado passado este blogue fez um ano.
Não perco a cabeça a decidir o que vou escrever aqui, ou que imagem ou música vou pôr... O meu lema é "go with the flow". Foi um ano tranquilo, houve alturas em que investi mais que outras, mas penso que se avizinha uma fase de grande produtividade.
Eu gosto de ter um blogue, quanto mais não seja porque é o meu espaço de liberdade com o qual eu me identifico a 100% e onde não tenho que prestar contas a ninguém, e qualquer um é bem-vindo!
E assim continua a haver vida À Esquerda de Marte!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Febres - várias partes


Os últimos dias têm sido febris, não só pelo calor que se tem feito sentir, dando evidência ao novo clima que o aquecimento global nos proporciona nos dias de hoje, com a relação estreita entre Verão e Inverno; mas também com o bloqueio dos camionistas, o Campeonato Europeu, ou mesmo as declarações do nosso Presidente da República. Ora vamos por partes.

I parte: em relação ao clima nada me apraz proferir, uma vez que de joelho imobilizado, incapacitada de usufruir da minha mobilidade, não posso aproveitar o sol e veraneios anexos a ele. 

II parte: no que ao bloqueio dos camionistas diz respeito eu cá só digo wait and see, com uma morte nesta história que ira figurar numa reportagem dos Perdidos & Achados daqui a uns anos, suspeito que dias quentes se aproximam, dado a gravidade que o bloqueio está assumir, afectando variados sectores que ao quotidiano de todos nós diz respeito. 

III parte: a febre do euro tem contornos curiosos; se por um lado o futebol é o único factor realmente mobilizador do povo português o que se traduz num povo triste, patético, atrasado, pouco criativo (ou nada mesmo)  e sem quaisquer outros elos; por outro acho que nos devemos congratular por haver qualquer coisa que nos una, que nos mobilize. Percebe-se provavelmente que me sinto dividida. De qualquer forma eu vibro por Portugal como provavelmente não vibro pelo meu clube. A razão não a encontro, mas sozinha não me sinto. 

Hoje vi uma conferência de imprensa da selecção, onde falaram jogadores e respectivo seleccionador. Gosto de Scolari por ele ter um discurso que não se identifica com o "futubolmente" correcto. Quando se aborrece com um jornalista, aborrece; quando não gosta de uma pergunta, contesta. É autêntico e isso confere-lhe um certo mérito (cá do meu ponto de vista). Já os futebolistas, apesar de terem aprendido o Presente do Conjuntivo, não conseguem alinhar três ou quatro palavras que não sejam completamente previsíveis e que na verdade não acrescentem nada de novo. Ouvir um jogador de futebol falar é tão enfadonho e sonolento, todos gostam do mister, todos querem um lugar na equipa e estão a trabalhar para isso, todos acham que o Cristiano Ronaldo pode arriscar ou apostar na continuidade. O "futubolmente" correcto é deveras chato. Se bem que prefiro que eles sejam alternativos e criativos em capo. Enfim não se pode pedir tudo.

IV e última parte: Aníbal Cavaco Silva, legítimo e eleito Presidente da República, referiu-se ao dia de hoje, como o dia da raça. Onde estaria com a cabeça, questionei-me. O senhor Luís de Camões deve ter dado umas voltinhas lá no sítio onde está, por ter sido desconsiderado. Apesar de terem sido segundos até o Senhor Silva se ter apercebido que não devia de todo ter dito o que disse. 

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Imagens (literalmente) de Marte #4



«A NASA acaba de revelar novas e surpreendentes imagens de Marte, captadas com o recurso a potentes instrumentos científicos, nomeadamente o sistema High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE) existente na Mars Reconnaissance Orbiter (MRO). A missão está a revelar alguns dos mais excitantes pormenores da geografia do planeta Vermelho, que podem ajudar a desvendar o passado remoto do planeta e a possível existência de água.

Segundo os peritos do Jet Propulsion Laboratory da NASA, a análise das imagens recolhidas permite equacionar a existência de camadas de depósitos de gelo e pó, indiciando mesmo «variações dinâmicas do clima» no planeta, explicou um dos cientistas da agência espacial norte-americana, Scott Murchie.

Citado pela Reuters, outro dos investigadores envolvidos na missão, Richard Zurek, confidenciou que só agora «estamos a ver a nova Marte» , de tal forma que, recorrendo aos poderosos instrumentos científicos existentes na MRO, é possível comparar com «igual ou maior exactidão» a informação sobre o planeta Vermelho do que se «estivéssemos a sobrevoar a Terra num avião comercial» , sublinhou.

A MRO foi lançada para o espaço em 2005 e desde então tem desenvolvido um trabalho precioso a mapear a superfície de Marte, monitorizar a atmosfera e procurar qualquer evidência sobre a existência de gelo e água. A sonda está igualmente a analisar os melhores locais para a aterragem de uma futura missão que levará o primeiro Homem àquele planeta

Entre o dia 29 de Setembro até 6 de Outubro, os instrumentos científicos da sonda «localizaram dezenas de locais que reflectem diferentes episódios da história de Marte» . É possível que nos próximos dias sejam reveladas novas imagens de Marte como nunca antes foi visto.»

Fonte: Mundo PT

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Imagens de Marte #3




Por este andar, com a gasolina a aumentar semanalmente, vou ter uns novos melhores amigos...

sábado, 17 de maio de 2008

mini-post #7 [ou incongruências da última semana]


Visivelmente encabulado, José Sócrates disse à Comunicação Social, sedenta de mais uma escandaleira, que os fumos no avião não iriam repetir-se...até porque vai deixar de fumar. Pergunto-me o que aconteceria se não deixasse de fumar. Alguém reparou no seu discurso? A sua forma enrolada de falar, como se ganhasse tempo, é tão caricata.

Ando parva com o novo anúncio a esse fantástico festival Rock in Rio. Então não é que tem uma música dos Cinematic Orchestra? Banda que obviamente não estará presente para os lados da Bela vista. Fazer um anúncio a este festival com uma música desta banda faz tanto sentido quanto por uma música Jazz a anunciar um Festival de Música Pimba na Lourinhã.

By the way... I'm back!


PS: eu não queria dizer nada, mas é possível que vá ao Rock in Rio espreitar a Amy Winehouse, se ela estiver em condições de actuar, o que até ao dia terei as mais sérias dúvidas.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Da Liberdade...

O tempo no seu sentido meteorológico, que cada vez rouba mais dias à Primavera, afirmando-se Verão, levou-me a lugares de veraneio; pelo que no dia da Liberdade não a pude assinalar dignamente. Não deixei, ainda assim, de a reflectir.
Em primeiro lugar acho importante ter em mente a data 25 de Abril como única e celebrá-la eternamente, pelos anos, pelos dias e horas de estrangulamento, de perseguição e de tantas outras coisas que a Ditadura infligiu a este Portugal, que se fez um país obscuro, oco, periférico, provinciano; um país que tinha à cabeça um ditador que dizia de ânimo leve que aprender era perigoso, sendo o resultado desta mentalidade uma larga percentagem da população analfabeta ou com o 4º ano de escolaridade.
O que acontece em 2008 e que certamente se tornará uma tendência futuramente, é que o 25 de Abril está cada vez mais esquecido como uma data tão determinante na nossa História, sendo associado a qualquer coisa que já passou e os portugueses tem por hábito não mexer no passado.
Não sou saudosista ou tradicionalista, mas a importância desta data é tão grande quanto é mantermos a memória acesa perante os factos que, na minha opinião, são inegáveis. Acho que é preciso adoptar novas estratégias para que as gerações (como a minha), que não viveram o 25 de Abril, saibam valorizar essa data, sob pena de se tornar uma época tão distante quanto o é o 5 de Outubro de 1910.
Hoje em dia Portugal é quase outro país, aderimos à CEE, viajamos mais facilmente, há programas de mobilidade jovem que nos levam a conhecer a Europa e o Mundo, há 5 milhões de Portugueses a fazerem a sua vida fora de portas. Somos mais cosmopolitas, temos mais pessoas a ir para as Universidades.
Apesar de tudo temos uma sociedade civil fraquíssima, mas com 34 anos de Liberdade nem tudo chegou à maioridade, talvez quando chegarmos aos 40.
É sobre estas coisas que medito em Abril, o mês com sabor a Liberdade Primaveril que se quer Verão. Abril este mês de conquistas, uma conquista que nenhum de nós se pode esquecer. Porque a Liberdade é um bem tão essencial e tão caro.


quinta-feira, 17 de abril de 2008

...de se escrever.


Acontece apetecer-me saltar para cima das teclas e desatar às palavras, do género, como se não houvesse amanhã. Mas afigura-se-me um exercício difícil porque tenho de pensar no que devo escrever, e de quando em vez, nada me ocorre.
Hoje penso de forma simples em organizar palavras à chuva e pensar em "consciência de língua". Tenho um artigo na Visão para ler sobre o acordo ortográfico; na tv ouço que é melhor não tomar aquele caminho, o "jornalista" diz-me "é um percurso que deve DE evitar"; na TSF o locutor fala que um fulano "entreteu-se" com não sei o quê; e ainda na tv a pseudo-jornalista das notícias dos famosos diz, sem o menor pingo de vergonha naquela cara, que se dúvidas "haviam" quanto à nova gravidez de Angelina Jolie deixaram de haver (qualquer dia é deixaram de "haverem" não?).
Eu cá não sei o que pensar about Acordo Ortográfico. Faz-me um bocado de comichão que os Portugueses nem saibam conjugar o verbo haver em condições. não têm consciência de língua, lá está, quanto mais receberem uma avalanche de alterações no seu mais precioso património.
Em última análise, o acordo ortográfico não muda grande coisa, os países lusófonos adaptaram à sua cultura e necessidades a língua mãe, e não se afigura que este acordo venha alterar o que quer que seja, já que a incompreensão que possa ocorrer não advém da grafia, mas da construção gramatical das sentences e dos termos próprios de cada país.

Há dias diziam-me que não posso ser tão “pé atado”, que o meu bisavô escrevia farmácia com ph. É quase a mesma coisa, vou passar a escrever "correto", "minissaia", "ator".
No fim, acho que há uma fronteira muito ténue entre ser old fashioned e querer preservar o património cultural. Uma fronteira muito ténue entre aceitar uma quase modernidade e achar que essa modernidade não faz muito sentido.
Mas atenção, ainda não li o artigo da Visão. Li outros.



segunda-feira, 31 de março de 2008

Geração youtube

Acabo de ver, ainda que com algum atraso, a versão completa do vídeo que tem feito correr tinta na última semana. Uma aluna agride verbalmente uma professora que tenta tirar-lhe o telemóvel. Uma agressão que chega a usar a força.
Há uma série de coisas que me ocorrem para classificar esta situação, mas em primeiro lugar a minha estupefacção tem uma dimensão proporcional à importância que deram a este caso. E antes de pensarmos no que se passou ali, acho que temos de pensar porque é que aquilo se passou.
A proibição é sempre um território pantanoso, que dá azo a contestação. Lembro-me das ondas que se levantaram quando, há 8 anos, frequentando eu o 12º ano, foi proibido o uso do telemóvel, não apenas na sala de aula, mas na escola inteira, muitas vozes se levantaram. Em todo o caso sempre achei que deve haver uma margem de sensibilidade por parte do aluno e entender que há certas coisas que não são compatíveis com o ritmo habitual das aulas.
A ideia que me dá é que nesta escola no Porto não houve essa preocupação. Se a indignação daquela aluna é tão grande perante a atitude da professora, naturalmente o uso do telemóvel era normalizado na sala de aula; tanto seu, como dos colegas, que de barriga cheia, qual freak show, assistem a esta violência dirigida à professora. Pouco fazendo para evitar o confronto.
Por outro lado surpreende-me muito a atitude desta professora que mostra aqui ser o elo mais fraco de todo este triste enredo. Um professor não pode sucumbir à violência de um aluno e reduzir a sua atitude ao simples facto de estar a medir forças com uma pessoa que nem é maior de idade. Mas como fazer isto?
O conjunto de referências que tive ao longo da vida tem especial carinho pelos professores, que desempenham um papel crucial na nossa evolução em fases determinantes. Ora, essas mesmas referências ensinaram-me que o respeito coexiste alegremente com um ambiente saudável de transmissão de conhecimento. Obviamente conheci professores que nunca tiveram "pulso" nos alunos, faltava-lhes talvez o carisma, o ascendente, aquela aptidão especial para cativar. Mas questiono-me como pode uma professora, por menos ascendente que tenha perante os alunos, chegar a este ponto em que mede forças com uma aluna.
Por último ocorre-me dizer que a tecnologia tem os seus efeitos perversos, mas certamente não estaríamos a falar sobre este assunto se não fosse um telemóvel e um site de vídeos.
Gostava de saber se os alunos em causa aprenderam alguma lição com tudo isto. E gostava também de saber se os alunos deste país e desta mesma geração, que agora está em discussão, tiveram capacidade para reflectir sobre o que se passou e o que se passa actualmente nas escolas. Se esse vídeo servisse para isso, já tiraríamos qualquer coisa de positivo desta muito triste situação.

terça-feira, 18 de março de 2008

Crises de adolescência


Ainda sobre um grupo chamado Tokio Hotel que originou um mau começo de férias para muitos adolescentes deste Tugal, ocorreu-me o seguinte: ter 13 e 14 anos é mesmo tramado! Eles e elas choram pelo cancelamento do concerto. Eles e elas dormiram à porta do Pavilhão Atlântico para ficarem na primeira fila. Verdade seja dita que o cancelamento foi um bocado em cima da hora, literalmente. Quer-se dizer, a dita banda não agiu bem perante os seus fãs; a coisa até causou desmaios.
Ser adolescente é mesmo tramado, estas coisas fazem sofrer. Quando se gosta de uma banda é uma questão de dedicação sem limites.
Daqui a uns anos os fãs lacrimejantes serão assunto do programa Perdidos & Achados da Sic, onde, com um sorriso atrapalhado, dirão que "a adolescência é uma fase e faz parte gostar de bandas...tipicamente adolescentes". Todos nós passamos por isso.


quinta-feira, 13 de março de 2008

Opinião



Sobre a manifestação dos professores no Sábado passado em Lisboa, Maria Filomena Mónica escreve na revista sábado o seguinte: "A marcha estava marcada para as 14h30, mas cheguei antes, a fim de poder observar as pessoas."

E segue-se a conlusão que esta senhora tira da sua observação:

"Ao contrário do que as imagens de televisão geralmente transmitem, não vi megeras aos berros, jovens com ar desmazelado ou hippies velhos. Tão-pouco me parecia estar rodeada de comunistas".

A minha dúvida é a seguinte: Filomena Mónica está a satirizar alguém que assim caracterizou os participantes na marcha? Ou será mesmo preconceituosa? É que estou com umas dúvidas.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Notícia de último hora: António de Oliveira dá voltas na tumba

O tema deste post ocorreu-me esta tarde, quando pelas ruas de Lisboa transportava a minha avó, cuja a idade respeitosa a afastou, nos últimos anos da realidade; pouco conversa, ou discute sobre temas da actualidade, qualquer coisa que era em si natural noutros tempos.
Ora, o seu comentário no mínimo surpreendeu-me:

Já me viram?! Agora a cara deste homem está em todo o lado!

Este homem é o Salazar e, de facto, está espalhado em cartazes de paragens de autocarro por toda Lisboa. A campanha publicitária do Correio da Manhã é no mínimo caricata, poderia arranjar muitas outras qualificações, por ora fico aqui.
Tendo como chavão "Faça o seu próprio retrato" é no mínimo confuso olhar para os vários cartazes, uns onde o senhor aparece de lábios pintados de verde e cabelo azul, outros com lábios vermelho vivo e cabelo sabe-se-lá-o-quê.
Gostava de ter uma explicação do criativo que fez esta campanha acontecer. Qual é a ideia? Tornar o Salazar numa figura pop? Será que o cabelo azul e os lábios vermelhos tornam a pessoa mais cinzentona de sempre, numa figura simpática hoje em dia? Para quê "fazer o meu próprio retrato" se não me consigo esquecer que há paragens de autocarro com uma imagem de homem retrógado que imprimiu o obscurantismo a este país, desta feita todo pintalgado com corres garridas, a lembrar a estética do Andy Warhol. Qualquer dia põe o senhor a dançar no Lux ou a 
a beber uns copos com a malta no Bairro Alto. E fazem o slogan "Salazar é amigo da malta"!
Se isto servir para o senhor dar umas voltas lá onde ele está, porque certamente não concordaria com este tratamento pós-moderno, ah isso deixa-me muito satisfeita. Da mesma forma que muitas voltas deve ter dado quando foi eleito (um verbo que devia desconhecer) o Maior Português de Sempre.
Se ele desse umas voltas de raiva e outras tantas qualificações isso já me deixava satisfeita.
Agora Salazar Pop Star, isto sim é uma anedota, uma contradição tremenda! 
Em última análise esta campanha serviu o propósito: vender uns livros (mais uns) sobre o dito senhor, e por umas quantas pessoas a falar de cores de lábios e cabelos que eram a preto e branco.



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Coisas do mundo da música

Quem gosta destas andanças da música, já se deve ter apercebido que Portugal tem recebido os maiores artistas do mundo nos últimos anos, recebendo tudo o que está na berra desde o mais alternativo ao mais comercial. Passámos de país periférico que recebia uns concertos de vez em quando, a país obrigatório em qualquer digressão que se preze (isto até podia ser um recado aos Radiohead, mas a esperança é a última a morrer).
Senão vejamos, com a diversificação dos festivais de verão, Super Bock, Super Rock, Optimus Alive, Paredes de Coura, Sudoeste e não nos esqueçamos do Festival das famílias: o Rock in Rio, a necessidade de trazer nomes grandes torna-se numa obrigação. Para além dos festivais, temos cada vez mais concertos em nome próprio durante o ano. Mal começámos a pré-temporada festiva e já temos em lista nomes como Portishead (esgotado, eu vou), The Cure (esgotado, não vou), The National (ainda não sei se vou), Cat Power (eu vou), Feist (eu vou); ou concertos mais pequenos de nomes promissores como Caribou e Raveonettes no Santiago Alquimista, entre outros. Já para não falar dos recentes anúncios dos festivais, sendo que aquele que me causa mais perturbação é a presença de Amy Winehouse no Rock in Rio. Já aqui falei da minha predilecção por esta cantora. Apesar de não morrer de amores pela exposição que tem tido nos últimos tempos e por ser considerada a "cantora do momento". Na altura em que saiu o álbum (Maio do ano passado) quase ninguém aqui no rectângulo reparou no poder da sua voz, mas agora que é presença habitual em tablóides pela sua vida boémia cheia de excessos de consumo de álcool e drogas, já é a cantora do momento.
Gostava de ver a Amy, mas não sei se ela chega cá por isso não vamos deitar muitos foguetes antes da festa. Gostava de a ver, mas acho que ela se enquadrava mais num outro festival que não o Rock in Rio, e ainda por cima no dia do Alejandro Sanz que deve ser a 18º vez que cá vem. Não? A segunda? Terceira? Ah está bem.
Foi pena a Música no Coração (Super Bock, Super Rock) não a ter agarrado, ou mesmo a Everything is New (Optimus Alive). Ou porque não arriscar e trazê-la ao Coliseu. Agora Rock in Rio que desgosto!
De qualquer forma, apesar de todos os dias sabermos de concertos novos programados para a época veraneante, não percebo onde é que o tuga vai buscar dinheiro para concertos tão caros. Qualquer dia temos que pedir um subsídio ao
Socras para a educação musical. Sim, porque ir a um concerto é educação musical. Ninguém me tira essa ideia.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

World Press Photo




O vencedor do terceiro prémio do World Presse Photo deste ano, na categoria de Sports Action, é português e chama-se Mário Barreira. Esta foto chamou muito a minha atenção, acho que está fantástica.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Imagens de Marte #1 (lomolizar)


Não tenho uma Lomo para tirar fotografias com filtros diferentes ou dar-lhes perspectivas que as máquinas convencionais não proporcionam. Gostava de ter uma Lomo mas não tenho. A piada é que descobri um programa que faz o efeito que apresento nesta fotografia da praia de Carcavelos. Ou, seja, na verdade, não preciso de uma Lomo, posso lomolizar as minhas próprias fotos recorrendo a artifícios electrónicos.
Acho que a nossa vida é assim. Aquilo que gostávamos de ter, ou de ser, podemos sê-lo de outra forma, recorrendo a outros malabarismos, para alcançar uma espécie de contentamento. Como as cartas que se escreviam antigamente e hoje já não se escrevem, mas enviam-se mensagens por telemóvel que chegam com a rapidez de um instante e geralmente têm o efeito desejado. Ou pensando em algo mais rebuscado, a forma como as pessoas se mascaram de si
próprias quando comunicam à distância de teclas que se alinham num painel electrónico.
Há uns tempos andei a ler uns jornais do início da década de 80. 28 anos o que é isso? Comparado com os milhõezinhos de anos que a terra tem, comparado com os milhares de anos que tem a civilização egípcia e outras. Mas em 28 anos as nossas vidas mudaram, nessa altura não havia Internet, nem telemóveis, nem fraldas descartáveis, ou
comida take away. Portugal não pertencia à União Europeia, que nessa altura, senão me engano, se chamava Comunidade Económica Europeia e dá-me ideia que era pouco democratizada. No inicio da década da 80 não havia uma superfície comercial (como eles gostam de chamar) em cada esquina, gastava-se menos dinheiro, não havia tanta facilidade ao crédito; Será que os portugueses tinham mais dinheiro na altura? Talvez o poder de compra seja uma ilusão criada por um cartão verde.
A piada é que em 1980 já existia uma máquina chamada Lomo. E hoje eu lomolizei uma fotografia.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Portishead



Estava cheia de boas intenções, abri o blogger para escrever um texto cheio de nuances de pensadora de trazer por casa, com vontade de pensar em elogios às palavras... quando soube que os Portishead vão estar no próximo mês de Março em Portugal. Maior boicote à minha concentração não podia haver...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

A ferver

Há uns tempos perguntaram-me qual era a minha causa, já que esta gente menor de 30, com tão fácil acesso a tudo (ilusão), parece desprovida de ideias e ideais. Respondi, sem pensar muito, que a minha causa é lutar contra os recibos verdes. E não podemos negar que se há coisa que é transversal a licenciados, não licenciados, gente das artes, gente das humanidades, gente de tudo e mais alguma coisa, são os recibos verdes. Aqueles que assinam contratos, são, na realidade, uma minoria privilegiada. Os recibos verdes contribuem para um sistema laboral demasiado perverso, não havendo a menor protecção da nossa parte, de quem preenche o recibo verde, e desresponsabilizando a entidade empregadora de obrigações sociais que deviam ser inatas na sociedade democrática.
Pelos vistos não sou a única a pensar assim, surgindo agora um movimento que pretende levar uma petição à Assembleia da República, FARTOS DESTES RECIBOS VERDES, o texto está disponível para download e deve enviar-se para a morada indicada.
No final da conversa, quando me falaram em Liberdade e no facto de nós, mais novos, nunca termos vivido privados dela, rematei com um simples: Penso que somos menos iguais do que julgamos.