
Gotan Project @ Campo Pequeno


Como já vem sendo hábito, em Outubro o Mundo Inteiro cabe em Lisboa, este ano não tive disponibilidade para me dedicar ao Doc como habitualmente, vi essencialmente documentários sobre fotografia (Robert Frank, Conversations in Vermont & Raymond Depardon, Les Années Déclic) e um fabuloso documentário português sobre um movimento artístico de nome Homeostética, deixo-vos a sinopse: "Documentário sobre o movimento Homeostética, que surgiu em Lisboa nos anos 80 e foi constituído pelos artistas Fernando Brito, Ivo, Pedro Portugal, Pedro Proença, Manuel João Vieira e Xana. Utilizando o humor como estratégia de demarcação crítica, a Homeostética manteve sempre uma posição marginal de fortes influências Dadaistas e desenvolveu uma intensa produção que resultou em exposições, textos, manifestos, filmes, concertos e outras performances colectivas. Discretos nas suas realizações e desprezando olimpicamente a sua própria glorificação, os homeostéticos perderam em visibilidade externa o que vieram a ganhar em modo de existência. Para eles o sentido da vida encontrava-se na criação artística e a criação artística, por sua vez, permitia-lhes inventar novas possibilidades de vida."
Roisin Murphy @ Coliseu dos Recreios




Uma das mais marcantes recordações de infância que tenho é, sem dúvida, o incêndio do Chiado. Provavelmente muito pouca gente com a minha idade se recordará da intempérie, mas eu, por viver perto da zona (Costa do Castelo) e por sempre ter tido uma relação estreita com a cidade, lembro-me da agonia que senti.O Chiado era lugar frequentado quase diariamente e a minha mãe trabalhava lá perto. Pelo que naquela manhã estranhámos o telefonema: "O Chiado está a arder!". Rumámos ao Castelo de S. Jorge onde já se reunia uma pequena multidão, munida de máquinas fotográficas e câmaras de filmar. Lembro-me de ver as labaredas e o fumo e tinha apenas 6 anos. Faz 20 anos.Hoje o Chiado é um espaço renovado e moderno, conseguiu recuperar da catástrofe e é lugar onde confluem culturas e diversidades. A renovação deixou orfã o resto da Baixa, onde se verifica urgente futuras decisões camarárias.Sempre que chego ao Chiado sinto-me Europeia, mas sinto também que ainda há muito por fazer por esta cidade. A ver se os decisores acordam para a vida!

Modo FÉRIAS. Vou para o Festival do Sudoeste, ouvir muita música boa, outra menos boa e como sempre, ter algumas surpresas musicais.
Depois vou passar uma semaninha na costa alenteja com muita praia e sol.
Trarei novidades na volta.