
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
O que se vê em Marte #25

segunda-feira, 25 de agosto de 2008
20 anos depois...
Uma das mais marcantes recordações de infância que tenho é, sem dúvida, o incêndio do Chiado. Provavelmente muito pouca gente com a minha idade se recordará da intempérie, mas eu, por viver perto da zona (Costa do Castelo) e por sempre ter tido uma relação estreita com a cidade, lembro-me da agonia que senti.O Chiado era lugar frequentado quase diariamente e a minha mãe trabalhava lá perto. Pelo que naquela manhã estranhámos o telefonema: "O Chiado está a arder!". Rumámos ao Castelo de S. Jorge onde já se reunia uma pequena multidão, munida de máquinas fotográficas e câmaras de filmar. Lembro-me de ver as labaredas e o fumo e tinha apenas 6 anos. Faz 20 anos.Hoje o Chiado é um espaço renovado e moderno, conseguiu recuperar da catástrofe e é lugar onde confluem culturas e diversidades. A renovação deixou orfã o resto da Baixa, onde se verifica urgente futuras decisões camarárias.Sempre que chego ao Chiado sinto-me Europeia, mas sinto também que ainda há muito por fazer por esta cidade. A ver se os decisores acordam para a vida!
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
...de se escrever #5
Dizia, emocionada, fiz anteontem 69 anos, a minha surpresa foi dupla, não só pela senhora aparentar 55, como por meu dia ser comum ao dela. Comuniquei-lhe curioso facto.
Ai menina, dizia, tão bonita, e fez quantos? E a forma sincera e cuidada como me deu os Parabéns foi a mais bonita de todas. De uma estranha, de uma pessoa a quem tinha pedido um café e um pastel de nata ainda esta manhã, passou a alguém com quem entabelei conversa da qual posso retirar tão puro significado.
Há dias assim. É preciso é abrirmos os olhos como diz o amigo P que presenciou o que se passou.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Estado de Marte #6

Modo FÉRIAS. Vou para o Festival do Sudoeste, ouvir muita música boa, outra menos boa e como sempre, ter algumas surpresas musicais.
Depois vou passar uma semaninha na costa alenteja com muita praia e sol.
Trarei novidades na volta.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Fotos de Marte
Aqui como um dos melhores bolos de chocloate de Lisboa. É tão diferente e saboro... incrivelmente delicioso!
terça-feira, 29 de julho de 2008
Estado de Marte #5
Eu cá divirto-me. Vou ser "tia"!
domingo, 27 de julho de 2008
O que se vê em Marte #28
Kings of Convenience @ Cidadela de Cascais 24.07
"Ouvir os Kings of Convinience em disco ou vê-los ao vivo é a mesma coisa e outra completamente diferente ao mesmo tempo. O paradoxo apenas existe para quem ainda não assistiu a um concerto do duo norueguês (assumindo-se cartesianamente que já ouviu os seus dois álbuns, claro). Para quem esteve na Cidadela de Cascais, porém, a antonímia da ambivalência esvai-se assim que nasce. Porque foi o que aconteceu no sétimo concerto do Cool Jazz Fest; que está de volta este fim-de-semana.
Ouviu-se a música suave que a calma das duas guitarras e a tranquilidade das vozes de Erlend Oye e Eirik Glambek transmitem ao longo de «Quiet Is the New Loud» e «Riot on an Empty Street» e, também, o tom ligeiramente mais mexido (pouco mais ligeiramente) do que será o terceiro álbum de originais. E essa suavidade nunca deixou de estar presente. Mas houve um contraponto. Da mesma forma que Glambek tem preponderância na condução das músicas, Oye domina as atenções no palco - e não é só a cabeleira ruiva que já se intromete com os óculos imagem de marca.
«Cayman Islands», «Love Is No Big Truth» ou «I Don't Know What I Can Save You From» já tinham exibido a primeira tendência. O primeiro imprevisto trouxe a segunda. O bom humor é comum a ambos, mas a demora em chegar o capo para a guitarra lançou Oye para uma performance além da música. «Singing Softly to Me» foi obrigada a anteceder «Homesick», mas mudar o alinhamento na hora não foi algo que embaraçasse. Pelo contrário, foi tão-só um preliminar do improviso a que Glambek e Oye recorreram de forma assinalável, com o ruivo deles como centro.
Um «Corcovado» genuíno e outro surreal
Mais três novas canções e os dois instrumentos de cordas passaram a quatro - e as aparições pontuais do piano deixariam também depois de ser a excepção. Às guitarras dos dois reis juntaram-se um contrabaixo e um violino como suporte e «Stay Out of Trouble» deu início ao primeiro show improvisado de mouth trumpet de Erlend Oye - agora o contraste vincado com as cordas, mas ainda apenas outro prenúncio.
Nova série de novidades terminou abruptamente com a guitarra de Oye estragada tal foi o reconhecido entusiasmo de batuques que escaqueiraram o microfone. Novo (re)alinhamento, pois não havia outra guitarra e o trompete humano foi ganhando dimensão sonora e... coreográfica. Mas foi «I'd Rather Dance With You» que trouxe o melhor improviso, desta vez ao piano, quando a falta de segunda guitarra já tinha deixado o plano das inconveniências.
A grande surpresa de Eirik Glambek ficou guardada para o encore. Sozinho, mesmo que não o tenha ficado muito tempo - voltou ao palco para ter o som da sua guitarra como único acompanhamento da voz com que cantou em português «Corcovado» de Tom Jobim. E nem a aparição de Oye para o seu encore (não com o inglês da versão de Sinatra, mas com um último improviso que entrou no surreal poético) chegou para interromper a suavidade de novo depositada na forma última de «Misread»."
In Diário Digital
quinta-feira, 24 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Outros Planetas #1
Tenho estado a ler (já com algum atraso) o blog Até Onde Vais com 1000 Euros? Onde o Jorge e o Carlos contam (em tempo real) a sua viagem de bicicleta, com o objectivo de chegar a Dakar, mas apenas com 1000 euros. Não saberemos se realmente chegaram (bem eu não sei que não gosto de começar as histórias pelo fim), mas o importante não é chegarem, é a forma como chegaram e as peripécias pelas quais passaram. Tem vídeos e histórias muito cómicas, aconselho vivamente.
mini-post #9
Mistério da vida...
Quem passar no Largo Conde Barão (Santos), como eu passo todos os dias, principalmente à hora do almoço, vai reparar que em frente à farmácia está sempre estacionado um carro, na esquina, de porta traseira aberta. Sozinho, sem dono por perto, sempre no mesmo lugar, sempre de porta aberta. Nunca vi ninguém perto daquele carro, nunca o vi em movimento. Vejo-o sim todos os dias de porta aberta. É um mistério.
terça-feira, 22 de julho de 2008
O que se vê em Marte #27
Para quem gosta de aproveitar a so called silly season sem ser na praia, há vários programas citadinos como opção.
Sendo que temos o CCB Fora de Si, o Jazz no Rossio, o Pleno Out Jazz, ou mesmo o Jazz na Gulbenkian (que só começa em Agosto). Sigam os links para ver as respectivas programações.
Este Domingo decidi ir ao Anfiteatro Keil do Amaral ouvir Jazz sentada num puff. Acho que não havia melhor programa para relaxar. E recomendo vivamente!
domingo, 20 de julho de 2008
O que se vê em Marte #26
Leonard Cohen @ Passeio Marítimo de Algés
Numa palavra: sublime.
do Lat. sublime
adj. 2 gén., excelso; nobre, muito elevado (no sentido moral); perfeitíssimo; excelente; grandioso;
poderoso; majestoso; encantador; magnífico; esplêndido; s. m., o mais alto grau de perfeição; a perfeição do belo; o que há de mais elevado nos sentimentos, nas acções; aquilo que é sublime.
Lisboa preparou uma noite amena para receber o Senhor Leonard Cohen; a temperatura estava perfeita, como uma brisa muito suave, digna de uma noite com a de ontem, muito ao género português, que perante coisas muito sérias porta-se sempre muito bem.
O Senhor Leonard Cohen é figura de digno respeito, cujo lugar na História da Música do Século XX é inegável e para aqueles cuja existência gira muito à volta da música, como a minha, não poderiam perder um espetáculo destes.
A sua voz irrepreensível, a par da banda que o acompanha, ofereceram a um público maioritariamente adulto 2 horas e meia de extâse perante a presença de tamanho vulto musical. A limpidez do som - não tinha ouvido este ano tamanha perfeição e o alinhamento foram ingredientes para uma noite única.
Gostei muito de ver Leonard Cohen e orgulho-me de ter este Senhor no meu curriculum musical.
Como cheguei uns minutinhos atrasada, o concerto começou pontualmente às 9, perdi esta música, pelo que a relembro em vídeo.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Estado de Marte #3
Como dizem os espanhóis, volver. Não sei qual é a carga da volta e as implicações que essa mesma tem. Por vezes tenho a sensação que não devia voltar a lugar nenhum, para conservar as memórias que arquivei e saboreá-las sempre que me apetecer apenas relembrar. O pensamento é sempre um melhor a aliado, podemos controlá-lo. Ao invés da realidade que nos surpreende e não podemos controlá-la.
Mas afinal que piada tem o controlo? Talvez o inesperado seja aquilo que nos faz viver.
Já entrei em divagações.
Voltei e espero que a realidade me surpreenda, apesar de achar que esta realidade constituí a maior previsibilidade possível imaginária (eheheh).
As pessoas são previsíveis, os lugares são previsíveis. Tenho apenas que fazer um esforço para não ser previsível comigo.
As consesquências do "volver" sabê-las-ei daqui a uns meses.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
O que se vê em Marte #25

Optimus Alive - Passeio Marítimo de Algés
Posso afiançar com toda a certeza que vi dois dos melhores concertos que aconteceram este fim de semana para os lados de Oeiras/Alges. Roisin Murphy - que energia inesgotavel! E The Gossip, concerto que tinha falhado no ano passado no Super Bock Super Rock, com Beth Ditto à cabeça de uma banda cheia de energia; o dito evento musical acabou em apoteose com parte da audiência em cima do palco a cantar e dançar Standing in The Way of Control.
O Senhor Bob Dylan, apesar da sua importância na história da música, não me convenceu. Nunca gostei de sua voz, mas posso dizer que já vi Like a Rolling Stone ao vivo. O Senhor Neil Young ao que parece prestou um digno tributo à música, mas tive que abdicar pela tenda electrónica onde assisti aos concertos que referi em primeiro lugar.
No primeiro dia falhei, com enorme pena minha, The National e MGMT, mas outras oportunidades surgirão.
E para terminar o festival um concerto de Ben Harper.
Havia tanto para dizer sobre Ben Harper...mas não temos tempo.
Acho que há 10 anos o Ben Harper estava completamente em alta, num meio indie, pouco dado a multidões. De lembrar que deu um concerto se não estou em erro em 1995 na Aula Magna (o lugar dele) e 5 anos mais tarde no Coliseu. Com a entrada no novo século e Ben Harper na moda, na minha opinião, e sublinho, na minha opinião, entrou numa fase descendente, depois do álbum ao vivo que o tornou galactico.
Continua a ser um artista tremendo, profissional, grande músico. Mas a fórmula que me encantava há uma década continua a ser a mesma, pelo que abandonei o concerto ao final de meia hora. Já vi o senhor 3 vezes e esta quarta não traria nada de novo.
Apesar da poeira, o Optimus Alive está aí para ficar, fazendo concorrência feroz ao Super Bock, Super Rock.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
O que se ouve em Marte #11
Death Cab For Cuties - Soul Meets Body
E MGMT - Electric Feel que não consigo incorporar através do Youtube porque os artistas não querem que as pessoas comuns como eu ponham os seus vídeos nos seus blogues. Mas aqui fica o Myspace da Banda - MGMT
terça-feira, 24 de junho de 2008
O que se vê em Marte #24
Cinema em casa. O que de interessante tenho visto nos últimos dias...




E depois há sempre, claro, uns filmes que não vale a pena referir, como no dia em que decidii dedicar-me a comédias românticas, pronto admito, eu não estava bem!
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Faltou cumprir-se Portugal

Eu, que pesco muito pouco de futebol, apercebi-me ontem, e por me lembrar de outros jogos dramáticos que tivemos no passado, o meu comportamento perante um jogo de tensão: concentração e silêncio. Enquanto vozes se levantavam à minha volta, indignadas com o desempenho da equipa nacional, eu aguardava concentrada e em silêncio, com esperança que o resultado virasse, como aliás aconteceu em competições anteriores.
O resultado não virou e a Selecção Nacional confirmou o seu estatudo de equipa de esperanças, a equipa do "quase". O mérito de Scolari em unir os portugueses à volta da sua equipa, pode também ser considerado como uma fraude, uma vez que, depositadas tantas expectativas na equipa maravilha, no final nada nunca se cumpre e ficamos sempre com um sabor amargo. Enfim...
Como diz Ronalda, essa célebre figura da nossa praça, a vida segue para a frente!
quinta-feira, 19 de junho de 2008
O que se ouve em Marte #11
Discover Handsome Boy Modeling School!


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